segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Os Carai-BA - vídeos produzidos por jovens de Irecê-BA chega a 1 milhão de visualizações!

Com o objetivo de satirizar a vida dos estudantes universitários que moram fora de casa os jovens Helbinho, Hebert e Pablo, da cidade de Irecê-BA, estão produzindo um dos maiores fenômenos de acessos na internet brasileira, nos últimos tempos, em menos de três meses já contabilizam um milhão de visualizações no youtube. Abimael Borges, entrevistou os garotos.
BAHIA ATUAL – Vocês fazem ideia do impacto cultural de mais de 1 milhão de visualizações no youtube?
Resposta: para falar a verdade, nem esperávamos por tamanha quantidade de visualizações em tão pouco tempo, mas temos consciência da repercussão e impacto que isso pode causar sim. É assustador (risos)!
BA – Essa identificação tão imediata se deve à espontaneidade de vocês e aos assuntos abordados nos programas com os quais a maioria dos jovens se identifica ou vocês apontam outros motivos?
[Hebert] O conteúdo dos vídeos é de fácil identificação com os jovens, principalmente a massa universitária, seja o estudante que mora fora de casa ou não (já recebi depoimento de universitários dizendo que não mora fora de casa, mas que tem um amigo que vive em condições semelhantes às retratadas nos episódios). Além da identidade e espontaneidade, aponto ainda o fator talento: sem dúvida, Helbinho consegue prender a atenção do expectador com suas ideias e leque variado de interpretações.


BA – O nome do canal no youtube “Os Carai-BA” representa qualquer cidade em que se encontre o estudante. Há nesse nome alguma outra interpretação?
(risos) Há outras interpretações sim. Aliás, há muitas interpretações. O nome tem duplo (ou múltiplos) significados, mas ainda não vamos expô-lo... estamos nos divertindo com essa curiosidade da galera... apenas os fortes entenderão!
BA – De alguma forma a vida de vocês já mudou em decorrência do vlog?
Resposta: Sim. Em alguns lugares já somos identificados e abordados por admiradores. Ainda é estranho, assustador, mas, ao mesmo tempo, interessante. É gratificante ver seu trabalho sendo reconhecido. Quem não gosta?!


BA – Vocês fazem planos para o futuro do Canal, ou vai continuar como está?
Temos planos de aprimorar o conteúdo e melhorar a qualidade dos vídeos. Mas ainda são planos no papel, depende de alguns fatores, a começar pelo principal: tempo!
BA – Helbinho já pensou em seguir carreira profissional como apresentador de programa de TV?
[Helbinho] nunca pensei em fazer um Vlog, imagine ser apresentador de programa de TV. Por enquanto, continuo sonhando com a ideia de ser arquiteto.


BA – Hebert e Pablo pretendem seguir carreira artística, mesmo que nos bastidores, ou pretendem seguir as profissões que escolheram na faculdade?
[Hebert] já sigo uma carreira profissional (sou advogado e professor universitário) o que ajuda na produção dos vídeos. A carreira artística, por enquanto, é um plano surreal...
[Pablo] nesse momento, continuo pensando em seguir a carreira que escolhi na faculdade (ciência da computação).

BA – Vocês já tinham alguma experiência com cinema, TV ou mídia de forma geral ou foram aprendendo na prática?
Helbinho e Hebert (irmãos) sempre gostaram de criar slides e editar vídeos, mas sempre de forma amadorística, sem qualquer intuito profissional. Nunca tivemos contato com TV ou qualquer tipo de mídia. A produção dos vídeos está ocorrendo de forma empírica.
BA – É difícil gravar e editar? Já tiveram algum imprevisto ou alguma história curiosa nos bastidores das gravações?
Gravar é muito divertido, mas editar dar trabalho pra Carai-BA! Em média, fazemos 2 horas de vídeo, passamos umas 6 a 8 horas editando a fim de parir um episódio de 6 a 10 minutos. Imagine! A gravação do episódio 9 “Desventuras Sexuais” foi a mais trabalhosa, pois, além de conter muitas cenas com participantes diferentes, nós paramos as gravações várias vezes por ter “contaminado” o áudio com as nossas próprias risadas. Foi muito divertido fazer esse vídeo. Em breve faremos um vídeo sobre as curiosidades das gravações e edições...


Helbinho, roteirista e apresentador de Os Carai-BA
 
 
 
 
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Colunista do Portal Bahia Atual

http://www.bahiaatual.com/category/colunistas/abimael-borges/

     Olá queridos (as) leitores (as), é com muita satisfação que convido a todos para me acompanharem em minha nova coluna no porta www.bahiaatual.com onde também estarei falando sobre diversos temas assim como venho fazendo aqui. Lá estou acompanhado de outros ilustres colegas e brilhantes escritores como Antônio Torres, Marcelo Torres, Fabrízio Fiscina, Dr. Wendel Souza e o Adm. Washington, formando assim um time que me honra pela qualidade técnica.
     O Bahia Atual é o primeiro portal de notícias e entretenimento da cidade de Alagoinhas. Atualizado diariamente por uma equipe formada por jornalistas, revisores, editores, colunistas, entre outros profissionais, o melhor portal de Alagoinhas e região é produzido com conteúdo exclusivo, isenção e agilidade.
O objetivo do Bahia Atual não é exclusivamente se diferenciar das demais mídias digitais alagoinhenses, mas facilitar a percepção do público leitor, além de satisfazer o mesmo com idéias organizadas, proporcionando-lhe o interesse à leitura dos principais acontecimentos ocorridos na sociedade alagoinhense cotidianamente.
Agradeço ao amigo Herbert Souza pelo convite e lhe desejo sucesso em mais essa empreitada.
     


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Há algo podre no reino da Copa de 2014


É engraçado como os assuntos cruciais para a realização da Copa de 2014 não é divulgado pela grande mídia. Os orçamentos, os gastos, as origens dos recursos financeiros, os contratos, acordos e conchavos. Tudo por baixo de sete capas. Enquanto isso a mídia alardeia a festa, os trios, o mascote, e um monte de besteirol pra enrolar os bestas dos brasileiros. Para nós, os otários, vai sobrar a conta pra pagar, pois nem aos jogos vamos ter condições de assistir.
Ninguém comenta sobre os valores referentes às obras dos estádios, que em 2010 era um e hoje já é mais  de 200% a mais, são valores incalculáveis, as obras já estão três vezes mais acima do valor previsto. O ex-jogador e hoje Deputado, Romário, em entrevista que pode ser conferida no youtube afirma que as obras estão em atraso decorrente da possibilidade que existe do superfaturamento, isto é, quanto mais perto da copa estiverem, mais caras ficarão.
O Ministério Público Federal recomendou, essa semana, que o prefeito de São Paulo suspenda o sigilo imposto no documento celebrado entre a prefeitura e o comitê organizador da Copa (Leia mais sobre isso).  O que há nesse documento ou em outros que devam ficar escondidos do povo brasileiro? Onde fica o direito à informação e a transparência da coisa pública no meio dessa sujeira toda?
O governo quer que nós engulamos que a copa é um privilégio da nação, mas não é. A copa do mundo no Brasil é um privilégio do marcado capitalista, dos grandes empresários, das multinacionais e só. Enquanto educação recebe 10% do PIB, valor que depois de passar pelo ralo da corrupção não dá nem pra reformar uma escolinha no interior do nordeste, os gastos com estádios ultrapassam a casa dos trilhões de reais. E afinal que interesse teriam empresas como a Coca-Cola, a Rede Globo e outros multimilionários investindo nas UPP’s no Rio e colocando brinquedinhos nas favelas enquanto muitas outras são, misteriosamente queimadas em São Paulo?
O brasileiro, cego pelas poderosas mídias, não consegue enxergar que o maior crime de todos os tempos está acontecendo não na política, no mensalão, mas sim, na vida de milhões de pessoas que estão ficando desempregadas, sem moradias dignas, sem acesso a saúde, uma educação tecnicista vergonhosa que só prepara o povo pra ser bons operadores e maus pensadores. Acorda Brasil!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A mulher e a violência doméstica no século XXI

Por: Geane Albuquerque


O presente artigo surgiu do inconformismo, das perguntas e indagações em relação ao extraordinário crescimento da violência doméstica, aqui conceituada como qualquer conduta baseada no gênero que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual e psicológico à mulher vítima.
Sabemos que a relação desigual e assimétrica entre homem e mulher é um fenômeno cultural que remonta à Antiguidade e que não é novidade alguma que a mulher sempre teve um papel secundário em todos os âmbitos da sociedade. Apesar disso, dados históricos comprovam que a mulher conquistou, depois de muita luta e reivindicação, direitos que só eram assegurados à classe masculina.
Dentre suas conquistas, temos o fato de nosso ordenamento jurídico ter se renovado, embora de maneira tímida, ao editar a Lei 11.340/2006 - mais conhecida como “Lei Maria da Penha”- que veio para garantir uma maior segurança à mulher vítima de agressores cruéis e inescrupulosos.
Importante trazer à baila que o fato de vivermos num país democrático e que está em evidência no cenário mundial; que o fato de estarmos vivenciando a era da informação e do conhecimento; que o fato de existirem normas regulamentadoras protegendo a mulher não está sendo suficiente na minimização do elevado número de mortes no país.
Acreditamos que não basta existir a garantia formal, é mister a efetivação prática dessas leis no seio da sociedade para fazer valer os direitos da mulher vitimizada, haja vista que o crescimento assustador da violência doméstica tem mostrado o lado paradoxal do Brasil moderno, isto é, a mulher tem galgado mais espaço e conquistado vários direitos ao passo em que está sendo terrivelmente assassinada em larga escala.
Tudo isso encontra respaldo nas estatísticas alarmantes dos crimes passionais que vêm assustando nossa sociedade pela frequência e monstruosidade com que estão acontecendo atualmente. Homem tolhendo a vida de sua parceira sem deixar que ela exerça sua liberdade de escolha sexual, esquecendo que toda mulher tem direito a uma vida livre de violência e direito de escolher esse ou aquele parceiro para se relacionar.
É imperioso relembrar que o avanço legislativo não é suficiente para coibir o avanço da violência doméstica porque não basta existir a lei, é imprescindível que existam meios necessários para sua eficácia plena na vida das pessoas. E, para tanto, a participação do Estado Brasileiro não deve se restringir à criação de leis porque sua responsabilidade transcende a isso.
Nosso Estado não pode se mostrar inerte e alheio ao fenômeno da violência doméstica, pois tem o dever de assegurar a todos uma vida digna e livre de violência, sem distinção de cor, raça, sexo e crença.
Acreditamos que um dos caminhos a ser seguido é a busca pela total efetivação da Lei Maria da Penha e de outras leis protetoras porque, independente da elaboração, a falta de estrutura para implementação é um dos obstáculos na erradicação de todas as formas de discriminação contra a mulher.
Os direitos e garantias fundamentais elencados no artigo 5º de nossa Constituição Federal não devem ser inobservados. Ele dispõe que é garantia de todos a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, porém, o que presenciamos são assassinatos, cárceres privados, discriminação de gênero e falta de segurança da mulher.
A mulher não deve ser vítima de crime de homicídio porque terminou o namoro, noivado ou casamento. O Estado tem o papel de salvaguardar sua liberdade, para que a garantia material se sobreponha a garantia formal.
            Indubitavelmente, a assistência estatal é de grande relevância para que a mulher possa se recuperar da violência sofrida, uma vez que esta violência não é um problema só dela, mas é um problema dos homens, é um problema de toda a sociedade, é um problema do Estado Brasileiro.
Assim, a partir do entendimento de que a violência doméstica é um problema social, e, por conseguinte, diz respeito a todos os indivíduos, todos nós devemos dar nossa parcela de contribuição dando sugestões, através da iniciativa popular, para que o poder público atue de forma eficaz coibindo essa onda de violência que cresce de modo acelerado.
Nesse diapasão, por ser a violência doméstica contra a mulher a forma mais cruel de discriminá-la e que vem fazendo muitas vítimas, é preciso que políticas públicas de qualidade sejam implementadas para prevenir esse fenômeno que cresce assustadoramente.
Precisamos combater o crescimento da violência doméstica contra a mulher, através de mecanismos aptos e necessários a não violação de seus direitos e, já que estamos falando de um problema social, cabe ao Estado assegurar à mulher a plena e indiscriminada aplicabilidade de seus direitos e, a nós, a reflexão de que o que afeta diretamente uma pessoa, afeta a todos nós indiretamente.  

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O deturpado conceito de política

            A palavra “Política” no Brasil ganhou o pior dos sentidos para os brasileiros. Não raro ouvimos as pessoas falarem que “detesta política” querendo dizer que “detesta campanha eleitoral”, ou dizer que “político é corrupto” querendo dizer que “candidato ou gestor público é corrupto”.  A mídia faz e dissemina essa grande confusão. As manchetes dizem “Últimas notícias sobre a política no Brasil”, mas na verdade quer dizer “Últimas notícias sobre as eleições no Brasil”, ou “Acompanhe e fiscalize o que os políticos estão fazendo no Brasil”, querendo dizer “Acompanhe e fiscalize o que os gestores públicos estão fazendo no Brasil”. Essa confusão antiga faz com que as pessoas desconheçam o verdadeiro sentido do termo “política” e pior, não saibam exercer sua cidadania, pois palavras se traduzem em atitudes, ou seja, palavras mal empregadas dão origem a atitudes equivocadas.

Boa parte dessa noção equivocada sobre política foi difundida por Nicolau Maquiavel. Para ele a Política é a ciência do poder, ou seja, a arte de conquistar, manter e exercer o poder. Nesse sentido o termo poderia ser usado para designar o governo ou a própria figura do Governador, em sentido amplo. Muitos imperadores foram influenciados por esse conceito e se encarregaram de fazer da palavra “política” a insígnia do imperialismo e da dominação. Os coronéis, na época do império, e os gestores públicos reproduziram essa má fama do termo. Aos poucos a palavra “política” vem ganhando uma clara e perigosa intolerância; parece soar pejorativamente aos ouvidos dos jovens brasileiros tão cansados com os desmandos de alguns gestores públicos.

A palavra política é oriunda da Grécia antiga. Referia-se ao Estado e não ao Poder. Era a palavra usada para designar todos os procedimentos relativos à sociedade, à comunidade, à harmonia de interesses entre os seres humanos, a vida e o ambiente. A Política deveria ser entendida hoje como as ações do Estado para proporcionar melhoria de vida entre seus cidadãos. Assim não teria essa noção errônea de partidarismo, militância eleitoreira que ao termo “política” se empresta atualmente. Aristóteles influenciou o pensamento sobre a política, ao pensa-la como a ciência suprema que investiga qual a forma de governo é capaz de garantir a prosperidade coletiva, sendo impossível conceber o ser humano fora do Estado e, portanto, fora da política.

É impossível odiar a POLÍTICA, já que vivemos dentro dela, mas é possível odiar CAMPANHAS ELEITORAIS, principalmente quando são feitas com uso de fraude, excessos, desonestidades. É impossível odiar os POLÍTICOS, pois todos somos políticos no exercício da cidadania, mas é possível odiar CANDIDATOS ou GESTORES PÚBLICOS, principalmente aqueles que faltam com a verdade ou não honram os compromissos assumidos. O ser humano é um ser social, já se disse, portanto, viver em sociedade requer organização, organizar a sociedade de modo que ela seja boa para todos é o que se pode chamar de política.

sábado, 25 de agosto de 2012

Morre Neil Armstrong

CARTA DA FAMÍLIA DE NEIL ARMSTRONG

Neil Armstrong was also a reluctant American hero who always believed he was just doing his job."Estamos de coração partido para compartilhar a notícia de que Neil Armstrong faleceu na sequência de complicações resultantes de procedimentos cardiovasculares.

Neil era o nosso amado marido, pai, avô, irmão e amigo.

Neil Armstrong também foi um herói relutante americano que sempre acreditou que ele estava apenas fazendo seu trabalho. Ele serviu a sua nação orgulhosamente, como um piloto de caça da Marinha, piloto de testes, e astronauta. Ele também encontrou de volta para casa o sucesso em sua Ohio natal nos negócios e na academia, e se tornou um líder comunitário em Cincinnati.

Ele permaneceu um defensor da aviação e exploração ao longo de sua vida e nunca perdeu a admiração de infância destas perseguições.

Tanto como Neil estimava a sua privacidade, ele sempre apreciou as expressões de boa vontade de pessoas de todo o mundo e de todas as esferas da vida.

Enquanto lamentamos a perda de um homem muito bom, nós também celebramos a sua vida notável e espero que ele sirva como um exemplo para os jovens de todo o mundo para trabalhar duro para tornar seus sonhos em realidade, estar disposto a explorar e ampliar os limites e, de forma desinteressada servir a uma causa maior do que eles.

Para aqueles que perguntam o que podem fazer para honrar Neil, temos um simples pedido. Honrar o seu exemplo de realização do serviço, e modéstia, e da próxima vez que você andar fora em uma noite clara e ver a lua sorrindo para você, pense em Neil Armstrong e dê-lhe uma piscadela. "
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Fonte: www.neilarmstronginfo.com

terça-feira, 7 de agosto de 2012

70 Anos de Caetano Veloso!


Com letras que vai de Bob Dylan, Paul McCartney a Cole Porter, Caetano é um dos mais completos artistas de música do Brasil. Já fez versões para Nirvana, Steve Wonder, Fito Páez. Resgatou canções antigas de Monsueto Menezes e Dorival Caymmi. Surpreendeu ao cantar os "bregas" Peninha e Odair José. Como não poderia deixar de ser, Caetano cantou João Gilberto e Gil, Chico Buarque, Milton Nascimento, Jorge Ben, João Bosco. Já musicou os poetas Fernando Pessoa e Castro Alves. No século XXI, Caetano canta Kassin e Pedro Sá.
Caetano exaltou Sampa, Londres, o Rio de Janeiro, Santo Amaro da Purificação, Salvador. Ele já quis voltar para a Bahia e também sentiu vontade de visitar Cuba. Cantou ainda para Irenes, Claras, Clarices, Carolinas e Patrícias. Falou de Coca-Cola, de Brigitte Bardot, de Madona, de Condoleezza Rice, de Osama Bin Laden. Prestou homenagem a Michelangelo Antonioni e fez um canto de afoxé para o bloco Ilê Aiê. Caetano já falou de Deus.
Um grande baiano e um artista muito querido.
Parabéns Caetano Veloso! Feliz Aniversário!


Texto extraído do site CartaCapital

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um problema chamado VIOLÊNCIA

   
A brutalidade em Alagoinhas e região nos choca, mas não causa surpresa. Apesar de toda a luta contra a selvageria gratuita praticada nas ruas, a plena luz do dia, as autoridades parecem estar perdendo a batalha. Por sua vez, a sociedade se sente indefesa e coagida pelo medo sem ter a quem recorrer.  A justiça, no seu papel de punir infratores, esbarra nos entraves da burocracia da legislação penal que caduca, mas não morre, fazendo emergir nos corações em desalentos a sensação da cruel impunidade. Indignação, medo e revolta são palavras que se diz e se ouve com maior frequência nos últimos dias, mas o problema não é novo e tem nome: violência.
O que nos deixa confusos é entender como um país que não tem conflitos religiosos, não tem enfrentamentos políticos extremistas, não tem guerrilhas armadas, não tem guerra civil, não tem disputas por territórios, não está em guerra com outras nações e mesmo assim consegue aumentar o índice de homicídio 300% a mais em 10 anos? Como se conseguiu matar mais de 1 milhão de pessoas sem epidemias ou catástrofes naturais, nos últimos 30 anos?
A violência vem se espalhando das capitais para as cidades do interior de forma assustadora. A maior parte dos homicídios que ocorrem hoje está ligada ao tráfico e o alvo é, em maioria, adolescentes e jovens negros, sem instrução e de baixa renda. Violência contra mulher, idosos, homossexuais, crianças, são outra parcela preocupante.
Pois é, a violência esta cada vez mais perto de nós, e como podemos reagir? Quando abordamos o problema, falamos em "enfrentamento da violência", mas a própria palavra "enfrentamento" já sugere uma certa violência; ou "combate à violência", lá vem o termo "combate" trazendo a mesma ideia. Parece-nos aculturado que violência se vence com a própria, com a sobreposição do mais forte sobre o mais fraco.
O próprio ato de nascer é violento tanto com a mãe, que tem suas entranhas transformadas pela gravidez, quanto com o feto que é arrancado do seu conforto intrauterino pela força do fenômeno parto. O crescimento é regido pela submissão aos pais, aos colegas mais fortes, às imposições culturais da inserção do indivíduo na sociedade, os ditames dos desejos e anseios do próprio ser humano em conflito com suas possibilidades. Aqui esta justificada a frase que diz que o ser humano é violento por essência, na verdade é a caça e o caçador, o predador e a presa.
Só posso pensar que há uma espécie de violência que talvez seja justificável e aquela injustificável que precisamos combater. No primeiro caso diria que a violência do nascimento se justifica pela continuidade da vida; quando um leão come um veado, justifica-se: é a cadeia alimentar necessária à manutenção da vida natural. Mas, no segundo caso, quando um homem asfixia sua namorada, que está grávida, e a enterra, não há como justificar; quando um adolescente é morto de forma banal, não há como justificar. Nesse tipo de violência, lastimável, a Bahia hoje ocupa o terceiro lugar no ranking regional. Resta-nos compreender como será possível viver em paz em um país que na prática está em guerra.
Talvez um dia, quando houver mais justiça social, uma melhor distribuição de renda e investimentos em educação e cultura, teremos mais harmonia nas relações sociais para atingirmos o estado de paz que tanto queremos. 

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A imagem foi tirada do blog "Bitola Humana"

Baixe aqui um estudo da violência feito pela CEBELA-BRASIL.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O sensacionalismo na TV Baiana

             Exposições indevidas, antiética, exploratórias da imagem ou de fatos da vida social além de envergonhar e desmerecer os profissionais da comunicação são atitudes degradantes que promovem a humilhação pública e o desrespeito aos direitos humanos. Não apenas as entidades representativas dos jornalistas, mas ainda o Ministério Público está se mobilizando contra os maus comunicadores que fazem do sensacionalismo uma arma eficaz para prender a atenção do espectador. Para um êxito perfeito desse esforço do Ministério Público, a sociedade é convidada a se posicionar contra o sensacionalismo na TV Baiana.
            Programas sensacionalistas são aqueles que exploram imagens chocantes da miséria, da dor, do sofrimento alheio. Banalizam a vida e ferem os princípios fundamentais da dignidade e do respeito aos direitos humanos usando como pretexto a liberdade de expressão ou o direito à informação, entretanto, transformar a dor alheia em espetáculo para atrair e prender a atenção do telespectador contribui apenas para a formação de uma opinião pública distorcida da realidade; promovendo prejulgamentos e cerceando o sagrado direito de defesa, pois enquanto para a lei há inocência até que se prove o contrário, para a mídia sensacionalista há culpada mesmo provando inocência.
Em maio deste ano, um episódio jornalístico chocou a Bahia e o Brasil. Protagonizado pela jornalista Mirella Cunha da TV Band, que ao entrevistar um jovem acusado de estupro dentro da 12ª Delegacia de Polícia de Itapuã, em Salvador, demonstrou séria indiferença à situação e aos direitos do preso, fazendo chacota com a ignorância do rapaz enquanto ele chorava, humilhado, desmoralizado e jurando inocência. Um ato de crueldade e desumanidade que não pode se justificar pela suposta prática de qualquer crime que seja. Onde fica o respeito à dignidade humana e o direito constitucional que assegura aos presos sua integridade física e moral?
São casos como este que deve levar a sociedade a refletir sobre o papel da mídia. Não se trata de censurar os meios de comunicação, mas de fazer com que seus produtores, diretores, jornalistas cumpram o que reza o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, no seu artigo 6º que diz que "é dever do jornalista: opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos".
Os órgãos de justiça e o Estado devem decidir se vão ficar do lado dos “Coronéis da Mídia” baiana em combinação com os interesses políticos ou se vão cumprir a lei, preservando a integridade física e moral dos presos e punindo aqueles que permitem que fatos lamentáveis como o caso já falado continue se repetindo, pois quando pensamos que estamos prestes a ver o fim do sensacionalismo dos pseudojornalistas baianos, o Ministério Público adia a audiência pública que seria realizada na manhã do dia 10/07/2012, que tinha por objetivo tratar sobre os abusos cometidos contra a dignidade humana pelos meios de comunicação baianos e sobre as estratégias conjuntas para a proteção dos direitos humanos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Transbaião - A cultura viaja aqui!


       No dia dedicado a São Pedro e com o objetivo de valorizar as ferrovias baianas, como meio de transporte, e fortalecer o turismo em todo o estado, o Projeto Transbaião - A cultura viaja aqui – parou a locomotiva na Estação Férrea São Francisco em Alagoinhas na tarde dessa sexta-feira, 29. O trem saiu da vizinha Catu e, por volta das 14h, chegou à cidade. Dentre as centenas de pessoas que fizeram a viagem cultural movida a forró, comidas típicas e arrasta-pé, estavam o prefeito Paulo Cezar e o idealizador do projeto deputado federal Luiz Argôlo (PP). Na programação estão previstos os shows das bandas Calypso, Del Feliz e Dominguinhos na Praça J. J. Seabra, a partir das 19h. O Transbaião promove uma viagem cultural de trem pelas estações ferroviárias mostrando os atributos naturais, turísticos e culturais dos municípios baianos. Neste ano, as homenagens são para o centenário do Rei do Baião Luiz Gonzaga. O trem já percorreu os trechos entre Dias D´Ávila e Camaçari (16/06), Camaçari/Simões Filho (17/06) e Conceição da Feira/Cachoeira. Nos dias 30/06 e 01 de julho o trem fará o trecho Alagoinhas/Entre Rios finalizando com uma grande festa no Parque Manoelito Argôlo.

      Estação São Francisco

      Com o abandono das linhas férreas brasileiras, em detrimento do transporte rodoviário, a Estação São Francisco, assim como tantas outras, caiu em desuso. A Estação Férrea de Alagoinhas é um importante registro da arquitetura ferroviária inglesa implantada no Brasil a partir da segunda metade do século 19 e se destaca por sua bela arquitetura, repleta de detalhes, formando uma tipologia muito peculiar. Dentro da Estação São Francisco está instalado um museu que conta a história da ferrovia. No mesmo ambiente funciona a Fundação Iraci Gama - FIGAM - que cuida do patrimônio histórico e cultural de Alagoinhas.

(ASCOM) Foto e matéria do site aragaonoticia

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Moção de Parabenização

        Recebi Moção de Parabenização pela direção do curta-metragem Caminho de Feira, ontem, dia 29 de maio, na Câmara Municipal de Vereadores de Sátiro Dias. Caminho de Feira foi um filme realizado através do MinC, Petrobras, IMA, Fundação Roberto Marinho, exibido no Canal Futura para todo o Brasil e o exterior, participante de mostras regionais e nacionais. Foi realizado a partir do projeto Revelando os Brasis, em 2008.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

É o fim da Lei Seca?


Semana passa um amigo meu estava em um restaurante na orla de Aracaju, quando um motorista alcoolizado adentrou o recinto atropelando as pessoas e causando enormes prejuízos materiais. Felizmente não houve vítima fatal, mas casos como esses são muito frequentes em todas as cidades de Brasil. Para tentar resolver o problema da mistura de álcool com direção, por aclamação popular, foi criada a Lei nº 11.705/08, conhecida como Lei Seca, que na verdade são apenas alterações ao Código de Transito Brasileiro. Entretanto, o texto mal redigido da lei, deixando margem a diversas interpretações e confrontando princípios gerais petrificados na Constituição, vem fortalecendo apenas os infratores e correndo o risco de se tornar letra morta, isto é, lei sem eficácia.
Todo crime, para que seja identificado e punido, deve ser claramente descrito na lei. Não pode haver qualquer sombra de dúvida sobre a conduta criminosa praticada, o meio de prova e a pena cominada. Outra coisa, é que ao determinar medida punitiva para uma conduta, a lei não pode contrariar determinações de leis superiores, tampouco ferir direitos fundamentais. A Lei Seca é assim: além de não definir o crime com exatidão, fere o direito soberano da não produção de prova contra si mesmo, que assiste a todo cidadão. Quando casos como esse ocorrem, resta ao STJ tomar uma posição para que Juízes decidam com maior acerto possível. Foi o que aconteceu e o STJ colocou em cheque a Lei Seca, posto que a mesma contraria direito constitucional.
O que eu considero engraçado (pra não dizer lastimável) é que isso acontece contrariando os clamores da sociedade para que a Lei Seca seja fortalecida. Fazendo antes de tudo minhas ressalvas quanto ao meu respeito ao vasto conhecimento jurídico dos ministros, devo me posicionar contra entendimento do STJ, por uma questão simples: todo poder emana do povo.
Se estivéssemos em outra esfera jurídica (como na esfera tributária, por exemplo) vários princípios legais poderiam cessar, em situações extraordinárias, a fim de que o país pudesse arrecadar mais dinheiro em impostos. Já em se tratando de um problema nacional, que põe em risco a vida de tantos brasileiros, mas não meche (diretamente) com os cofres públicos, a coisa descamba para o absurdo.
O enfraquecimento da Lei Seca é uma derrota à democracia, pois a sociedade é dinâmica e vem amadurecendo seus princípios. Os ministros do STJ andam assim, na contramão do progresso da democracia, pois se o povo pediu a Lei Seca, resta àquela casa de Justiça buscar atender os desejos da sociedade, já que nem eles e nem qualquer autoridade nesse país é maior que a autoridade emanada do povo.
O papel do STJ, neste caso, é defender a Lei Maior, vijiando para que a nova lei não a contrarie, mas buscando fortalecer o posicionamento da vontade popular e não nos aprisionando a conceitos que não mais devem prevalecer por não servir mais aos anseios da sociedade moderna. Claro que, não é função do STJ legislar, mas quantas vezes o STJ ou STF criam súmulas dando entendimento a determinado texto de lei, isso de certa maneira não é invasão de competência? Tenho certeza que uma posição que fortalecesse a Lei Seca, sem necessitar que a mesma retorne aos legisladores para mais dez anos de discussão, seria muito mais salutar.
Agora, motoristas irresponsáveis como aquele da orla de Aracaju, poderá simplesmente se negar a fazer o exame de alcoolimia e recusar fazer o teste do bafômetro, mesmo deixando um cenário de guerra no local. Vai responder apenas pelos danos materiais, lesões corporais e administrativamente aos órgãos de trânsito, pagando multa, tendo a habilitação e o veículo apreendidos, mas isso não basta, ele deveria ser punido penalmente, mas como será possível punir se ninguém pode provar que ele estava bêbado? Testemunhas não valem para o caso da embriagues, só exames, e estes o bebum tem prerrogativa de não fazer, e agora? É o fim da Lei Seca?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Amor de Índio - Maria Gadú

Maria Gadú cantando 'Amor de Índio', de Beto Guedes e Ronaldo Bastos. Música do cd 'Mais Uma Página', segundo de estúdio da cantora, lançado pela gravadora Som Livre.

Carine Luelli, uma homenagem...















Vamos aqui por cima deste mar
A vida tão frágil e navegante
O mar tão grande e revolto
Pensamos o tempo todo em mar de calmaria
Em céu azul de brigadeiro
Mas eis que surge o vento traiçoeiro
Enevoando a vida
Interrompendo a história
Era pra ser uma juventude longa
Um envelhecimento próspero
Um amanhecer e um anoitecer longínquo;
Mas quis a vida entardecer tão cedo
Ou o acaso ou o destino por impura inveja
Estragar a festa, ou um deus em desatino
Quis para si a flor mais linda
O aroma mais gostoso
A melhor imagem do mundo ou ainda
Ver nos olhos dessa gente uma lágrima
E no peito uma saudade intensa
Quis talvez o paraíso, a despeito de nossa dor
Ocultar de nós o cheiro dessa flor
E levar consigo esse sorriso...
Quis deixar-nos céticos a querer saber
Para onde vão os jovens?
Onde cabe tanto amor?
E o que se fará dos risos, dos beijos
dos abraços e do aconchego que se vai
naqueles braços tão macios
naquele corpo acolhedor
E sua voz?
Quem a ouvirá no berço da eternidade?
E o brilho dos seus olhos
Onde é que vão colocar?
Certamente nas estrelas ou quem sabe no luar...


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