segunda-feira, 28 de março de 2011

Programa Nuclear Brasileiro está em plena expansão


Enquanto a maior potência do mundo, Fukushima, no Japão, está diante da pior catástrofe nuclear de todos os tempos, o Brasil está expandindo o seu programa nuclear com pretenções ambiciosas. Parece mesmo que não conseguimos aprender com o grave desastre em Chernobyl, na Ucrânia, ou o caso do Brasil com a contaminação radioativa, com o Césio 137, em Goiânia.
A página da Indústria Nuclear do Brasil destaca prêmios por projeto ambiental e ações de responsabilidade social, mas no fundo esconde um grande perigo: a expanção nuclear. Perigo por grandes motivos: primeiro que expandir energia nuclear no Brasil é desnecessário, pois temos grandes potenciais energéticos limpos que poderiam ser explorados como energia eólica, solar, hidroelétrica; sengundo porque os autos custos desses projetos não justificam seu investimento.
Na página da Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN, é possível acompanhar a situação do Japão e conhecer melhor o Programa Nuclear Brasileiro. O Ministério de Minas e Energia prevê um "investimento" de R$ 800 milhões até 2016 para a área de Pesquisa e Desenvolvimento. Além da construção de Angra 3, prevista para ficar pronta até 2013, o PNB prevê a construção de mais quatro usinas até 2030. Serão sete usinas em operação no país para gerar 7.350 MW de Energia Nuclear.
O Brasil, por sua grande extensão territorial é um país rico em Uranio, as reservas medidas ou inferidas chegam a quase 400.000 toneladas, inclusive a Lagoa Real em Caetité na Bahia (100.770 t). Os especialistas dizem que essas reservas são suficientes para atender ao Plano Nacional de Energia até 2030.
Acontece que a produção de energia nuclear não é limpa como defendem os interessados nesse formato. Desde o enriquecimento do Urânio até a produção da energia, os processos são altamente perigosos e exigem não só um esquema eficiente de segurança, como também um sistema de armazenamento de resíduos utilizados no processo. Isso quer dizer que os custos com a manuntenção de uma usina vão além de sua construção, eles só aumentam com o passar do tempo num ciclo infinito e perigoso.
Veja o que diz o professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Sistemas de Potência da UFPE, Heitor Scalambrini Costa: “Do ponto de vista econômico, o custo de uma central nuclear é enorme, da ordem de R$ 10 bilhões. Geralmente este valor está aquém dos valores finais da obra. Nas planilhas de custos é subestimado (até não levado em conta) os custos de armazenamento dos resíduos, da desmontagem da central após sua vida útil e limpeza de locais contaminados, o reforço da linha elétrica para distribuição, e os serviços de fiscalização e segurança, entre outros. É preciso que se tenham garantias absolutas de que esse trabalho será levado a cabo com seriedade, e que as instalações e resíduos das usinas não serão simplesmente abandonados após o seu fechamento. Como exemplo do que estamos falando, centrais nucleares que estão sendo planejadas atualmente na Finlândia já estão custando o dobro do estimado antes do começo da obra. Já nos Estados Unidos, as usinas implantadas entre 1966 e 1986 tiveram, em média, custos 200% acima do previsto”, afirma o físico (Fonte: Brasil Portais)
A aplicação das tecnologias de radiação na medicina, na alimentação, pode até ser importante, mas a produção de energia termonuclear não nos parece opção mais correta em um país com o histórico brasileiro. Dentre as muitas perguntas que ficam, destaco: será que a expansão de uma matriz energética tão perigosa vale o risco de colocar todo um país a merce da já conhecida ineficiência governamental ante as crises e catástrofes que já vivemos?
Em meio a tantas formas limpas e muito mais baratas de se produzir energia, por que esse interesse por termonucleares? Não sou a favor de travar o desenvolvimento do país por conta da falta de energia e tão pouco de limitar a expansão tecnológica e científica, mas estamos longe de sermos um país capaz de lidar com situações tão perigosas como esta sem desconfiar de interesses capitalistas se sobrepondo às questões de segurança e saúde públicas.
Precisamos mais do que nunca abrir nossos olhos para fiscalizarmos o que vem sendo feito nessa área, inclusive no intuito de estagnar a produção de Energia Nuclear no Brasil, já que também a grande população brasileira é muito mal informada com relação a esse assunto, to fazendo a minha parte e dizendo NÃO à expansão nuclear no Brasil.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Além do mais nem estamos aqui...

Que esta seja uma boa hora pra você!

"Ando devagar, porque já tive pressa". Depois vi que pressa não nos leva a nada. A serenidade sim, nos dá condição de fazermos as coisas mais próximas da perfeição.
Andei pensando em andar depressa sobre uma moto. Esses dias meu amigo Hugo caiu da moto e quebrou o braço. Meu amigo Bema caiu da moto e quebrou a perna. Meu amigo e cunhado Kinho, que mora em Aracaju, caiu da moto e se machucou. Fora aqueles três velhos amigos que cairam da moto e foram dessa para uma melhor, feliz ou infelizmente (Deus é quem sabe), só me resta saudades. Assim resolvi meus pensamentos, vou andar devagar.
No tempo de minha avo, devagar era lerdeza. Ela gritava "avia menino, deixa de lerdeza". Hoje nem adianta tentar ser lerdo, pois mal gritamos: "viva 2011" já estamos em março, descambando pro meio do ano. E os dias? Passam tão rápido quanto os sonhos bons. O tempo perdeu as rédeas e desembestou ladeira a baixo. Tudo passa tão depressa que ficamos zonzos. E onde fica a serenidade? Dentro da gente, meu preto, dentro da gente. Deixa o mundo correr desenfreado. Deixa os dias passarem como bestas enlouquecidos. Não vá nas águas dessa maré. Tu não podes com elas. Seja sereno e firme.
Quem sabe aqueles terremotos sangnários e mortais aceleraram o relógio do tempo, fizeram a terra correr mais ou encurtaram nossa poucas horas. Essa bagunça infernal esta nos levando a uma nova dimensão da história humana. As transformações no estilo de vida da sociedade e as configurações geo-sociais ganham proporções planetárias e preparam o mundo essa nova era. Filhos, estamos no olho do furacão, no meio do tisunami, nas fissuras da terra, na mira do Grande Irmão. Esse é o instante da virada. Esse é o momento do tudo ou nada.
Será o fim? Não! É apenas o começo. Ainda muito veremos até que um novo tempo se inicie. Catástrofes? Muitas! Mortes, pestes, guerras, revoluções? Muitíssimas. A sensação de pressa, de urgência, de fugazcidade ainda tem muito pra crescer. O mundo tem muito a mudar. O homem tem muito a aprender. A ser controlado e a controlar. Aguardem. Além do mais, nem estamos aqui...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Faça aqui tua pesquisa!