quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Oração por um ano bom

Ore ao pôr do sol do dia 31/12

Santíssimo Pai Eterno!
Glorificado seja Vosso Nome para sempre!
A Ti, que habitais os céus, os mares, as matas, a terra e todo o universo, e com um poderio inimaginável fizeste com tuas mãos tudo o que existe nos planos deste e do mundo espiritual;
A Ti, humildimente, imploro:
Perdão Senhor. Pelas tantas fraquezas e deslizes que comiti neste ano que finda, fraquezas estas que te entristeceram e que por vezes nos afastaram, poço-te perdão, pois àqueles que me feriram e que me magoaram eu também perdoo com humildade, assim, faz-me dígno de teu perdão e de tua graça.
Venha o Teu Reino sobre mim. Tua infinta misericórdia, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, meu intercessor, dá-me que Teu Espírito ilumine minha oração e faça chegar a Ti como incenso suave.
Reveste-me das armaduras da paz, da graça, do amor, da concordia, do perdão e da fé, com as quais estarei seguro para enfrentar os tempos ruins e as artimanhas dos inimigos nos planos da matéria e do espírito.
Derrama tuas bençãos em minha vida e na vida daqueles que me cercam! Que eu possa, desse instante em diante, irradiar a tua luz e fazer prosperar os caminhos onde eu pisar.
Pelo Poder do Teu Nome, oh Altíssimo, eu abençoo cada dia desse novo ano. Neles, meus projetos se concretizarão, os desafios eu vencerei e cada dia será mais uma vitória.
Eu te louvo, oh Senhor Eterno, pelo ano que passou e por tudo que nele me destes a graça de realizar e Te agradeço por tudo que neste novo ano já me concedestes por teu infinito amor.

Glória a Ti pelos séculos sem fim!

Amém!

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A todos, um ano de luz, paz e fé!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Retomada do Cinema Brasileiro se consolida em 2010


O ano de 2010 entrará para a história do cinema brasileiro como símbolo máximo da retomada de nossa produção cinematográfica. Os números animadores fazem sorrir os mais pessimistas no assunto. O ministro Juca Ferreira comemora. Produtores, exibidores e distribuidores vibram. Falta de talento e roteiros para as produções não é. Assim, é possível vislumbrar um céu de brigadeiro para o cinema no Brasil em 2011.

Muita gente foi ao cinema ver o aclamado Tropa de Elite 2, do José Padilha, que aliás bateu todos os recordes de bilheteria no Brasil, com quase  11 milhões de espectadores; chegou a desbancar as grandes produções do cinema internacional como “Homem Aranha” e “A Era do Gelo 3” e “Avatar”; está se fazendo uma comparação errônea com o filme “Dona Flor e Seus dois Maridos” grande produção do cinema de 1976, que atingiu quase a mesma marca do “Tropa 2”, acontece que as realidades no país são bem diferentes, que pese o número de salas de exibição em 76 que era muito maior, hoje as poucas salas de cinema que existe estão concentradas nos grandes centros urbanos. O sucesso do “Tropa 2”, além de sua qualidade técnica, da excelente equipe de produção e atores, se deve ao “Tropa 1” que caiu no gosto dos brasileiros e evidenciou o que seria o seguinte.
Mas nem só do “Tropa de Elite 2” vive o cinema no Brasil.
Este ano, só de longa metragem, foram lançados mais de 76 filmes. A começar por “Lula – O filho do Brasil” de Fábio Barreto, os espíritas “Chico Xavier” de Daniel Filho e “Nosso Lar” de Wagner de Assis, “História de amor duram apenas 90 minutos” de Paulo Halm (que, diga-se de passagem, foi um dos meus professores de roteiro), e finalizando com o filme “De pernas pro ar” de Roberto Santucci, com estréia marcada para o próximo dia 31.
De fato os números são animadores. Em comparação com o ano de 2009, o balanço é positivo, segundo o portal Filme B. Ano passado, mais de 112 milhões de pessoas foram ao cinema, e o filme “Se eu fosse você 2” teve uma renda de mais de 50 milhões de reais. Esses números foram ultrapassados gerando grandes expectativas para o ano vindouro.
Aliás, 2011 já começa com os promissores “Assalto ao Banco Central” de Marcos Paulo, que tem estréia prevista para 22 de julho, “Capitães de Areia” de Cecília Amado com estréia para 5 de agosto,  “O Palhaço” de Selton Mello (26/08). Isso é só pra atiçar, pois já são mais de 40 produções previstas para 2011.
Esse espírito de retomada do cinema nacional nos dá a certeza de que se os investimentos forem mantidos, breve seremos destaque mundial na produção internacional. E o Brasil tem tudo pra isso: belas paisagens, excelentes profissionais, tecnologia de ponta, criatividade. A receita perfeita para uma decolagem estonteante rumo ao sucesso das telonas.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eles zombam de nós!


A pouca vergonha dos políticos brasileiros continua nos enojando. A cada dia que passa, os desmandos na política desse pais, vai nos deixando mais revoltados. Como se não bastasse sermos legalmente furtados todos os dias arcando com uma das maiores cargas tributárias do mundo, temos que conviver com os péssimos salários e aguentar uns cara de pau legislando em causa própria, em tempo record, para aprovar altíssimos reajustes salariais. E a gente fica aqui com a cara de palhaço.
O Congresso Nacional e o Senado aprovaram num piscar de olhos reajustes de 61,83% para os parlamentares, de 133,96 para o presidente da república e 148,63% para o vive-presidente e os ministros de Estado. Enquanto isso o salario do trabalhador aumentou de 2007 a 2010 parcos 42,1%. Nós, trabalhadores, saímos de 380 em 2007 para 540 em 2011; já eles, veja bem, deputados e senadores, sairam de 16,5 mil em 2007 para 26,8 mil em 2011, presidente saiu de 11,4 mil para 26,2 mil, ministros e vice-presidente sairam de 10,7 mil para 26,7. Os professores, por exemplo, tiveram o menor aumentos entre todas as classes trabalhistas de 23,75% no mesmo período. (Fonte: Governo Federal e Dieese)
Uma votação rápida, sem registro no painel eletrônico, em caráter de urgência, assim 279 parlamentares aprovaram essa vergonha, virando as costas para a opinião pública e cuspindo na cara dos eleitores.
Registre-se minha indignação com a postura desses políticos, vou procurar saber se aqueles para os quais eu votei fizeram parte dessa falta de respeito à Nação Brasileira para que nas próximas eleições eu possa dar o troco e mandar esses pilantras tomar bem no meio de seus excelentíssimos monossílabos tônicos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A Falsa Paz no Rio de Janeiro

"Este é um dia histórico para o Rio de Janeiro" foi essa a frase proferida várias vezes no telejornalismo brasileiro. Mas de que dia histórico esta se falando? Por ventura não foi o dia em que o Estado, por força de pressões internacionais para realização da Copa, decidiu exterminar legitimamente os meliantes do Rio? Senão vejamos.
A criminalidade organizada nos morros do Rio remonta de mais de cinco décadas. O crime vem se fortalecendo nas fuças do Estado enquanto este vem negando, nas favelas de todo o Brasil, o mínimo para se garantir acesso aos bens e serviços públicos promotores da Dignidade Humana. Por acaso queria o Estado que se formasse nas favelas uma nação de pessoas felizes e políticamente corretas a despeito da negação da descência mínima que não lhes assiste?
Não, não há o que se comemorar. Definitivamente não é a libertação carioca que está sendo defendida. Não é o interesse público que motiva o Estado neste momento. Pois se houvesse interesse público a criminalidade jamais teria chegado às raias da loucura como chegou. Outra maluquisse é pensar que numa ação relâmpago vai se resolver problemas que se enraizam há décadas.
Onde estão a garantia dos Direitos Sociais dos cidadãos? Onde está a isonomia, a igualdade, nos morros cariocas? Enquanto houver desigualdade econômica haverá crime. E o papel do Estado é colocar o exército nas ruas? Não vislumbro justificativa plausível. O que consigo ver nesse emaranhado de guerra é uma segregação disfarçada, pois lá nos morros ficarão confinados seus moradores com todas as suas necessidades sociais e seus direitos negados. Mas o exército estará lá garantindo a paz e a segurança. Garantindo a segurança, não dos moradores, mas dos visitantes da Copa e das Olimpíadas.
Outro dia Arnaldo Jabor disse em um de seus comentários no Jornal da Globo: "... a verdade é que estávamos com medo dos moradores das favelas, a violência do tráfico nos fez odiar a pobreza, como se fossem aliados do crime..." ora, Arnaldo, vamos admitir, o crime é sim fruto da marginalidade, da negação dos direitos, da segregação, da miséria. É também fruto da corrupção e da morosidade do poder público que não enfrenta como deveria. É um fato social inegável. Enquanto houver diferenças, haverá criminosos.
Quero deixar claro uma coisa: concordo com o combate ao crime sim, pois não sou louco, mas discordo veementemente da forma como esta sendo dirigida essa operação no Rio. Embora eu cá na Bahia não tenha muito que ver com a brasa da sardinha dos outros, entendo que como cidadão, devo apenas advertir que esta é uma política vergonhosa. Não se faz segurança pública desta maneira. Devo advertir ainda que o crime não foi aniquilado e me preocupo com os policiais e suas famílias, que no cumprimento do dever tem colocado suas vidas em perigo, pois enquanto o crime é organizado, o Estado mete os pés pelas mãos.
O problema do Rio vai além de suas fronteiras pois drogas e armas entram nesse país com muita facilidade, nossas fronteiras são mal vigiadas; além disso tem a famigerada corrupção, a meu ver o pior de todos os males desta nação, a currpção é responsável por permitir que criminosos tenham acesso a armas de uso exclusivo do exército, tenham facilidade para se locomover entre tantos outros privilégios (assistam ao Tropa de Elite 1 e 2); o déficet de policiais por habitante e o despreparo da maioria dos militares se aliam à essa ineficiência da segurança pública. Depois ainda tem as penitenciárias em estado crítico, verdadeiras faculdades do crime; ainda tem a lerdeza das tramitações dos processos judiciais, a falta de promotoria, falta juizes, os advogados corrúptos; vem a ilegalidade das milícias fazendo o trabalho sujo que o Estado varreu pra baixo do tapete, a lista é longa e o Estado fecha os olhos. Mas nós, cidadãos, não podemos fechar nossos olhos para os desmandos oportunistas de um Governo que quer fazer bonito para o mundo equanto nós ficamos à mercê de migalhas.
Essa guerra não chegou ao fim. Não há vencedores. A paz instalada é falsa como nota de duzentos reais. Aguardem os próximos episódios.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Papai Noel do Consumismo

Chegou Natal, época em que o comércio comemora o 13º salário dos sofridos trabalhadores. A mídia enfatiza a ida às compras como se fosse obrigatória nessa época do ano, e muita gente, por pressão, se sentem compelidas a tal. Começam os “amigos secretos” das turmas que passaram o ano inteiro cheias de picuinhas, o auge da hipocrisia. O monstro rubro do Papai Noel entra pela chaminé – quem, por mil diabos, costuma vê chaminé por essas bandas? Nem fogão a lenha se tem mais, mesmo aqui no Nordeste queimamos gás metano à vontade. Neve? Só se for de areia nessa época de ventos. As vitrines estão cheias de neve de isopó ou algodão, pois frio aqui nessas bandas nem dentro do congelador. Eu não entendo por que o tal do Papai Noel tem que vestir vermelho (não poderia ser verde, azul, amarelo?). Seria alusão à coca-cola ou à bandeira americana? Outro dia o repórter perguntava a uma criancinha: você acredita em Papai Noel? Ela disse que sim. Claro, a pobre coitada nasceu ouvindo dizer que na véspera da noite de natal deve deixa a meia na janela. Tem brasileiro que acha um crime dizer para uma criança que o sacana do Papai Noel não passa de um colossal jogo comercial para fisgar o dinheirinho sofrido do trabalhador. Mais é. Papai Noel não existe. É a ridícula farsa comercial que escraviza o rico e o pobre no jogo sujo do capitalismo selvagem.
Pinho. Pinheiros. Árvores de natal em forma de pinheiro, isso faz mesmo parte de nossa flora? Pinheiros recheados de neve. A coisa mais escrota que eu vejo nas vitrines são árvores de natal cheia de neve. Não sei se importamos ou fomos novamente colonizados por uma cultura maluca que nada tem a ver com nosso mandacaru quando fulora na seca.
Ainda usam o nome do Santo Cristo. “Então é natal, a festa cristã”. O cristianismo está longe desse movimento consumista, dessa hipocrisia escancarada. Nem Deus escapa da falta de vergonha do comércio. Depois de nos encherem de propaganda exaltando o consumismo desenfreado, ainda me vem o safado do Noel dando uma risada sarcástica como se dissesse: oh, oh, oh, mais um otário caiu na minha teia. Bom velhinho uma ova.
Ninguém mais sabe qual é o significado do natal além do panetone, enfeites, presentes, avenida 25 de março (SP). A celebração da ceia? Se não tiver pirú, vinho, panetone, mesa farta, presentes caros, não é natal. A ditaduro desavergonhada desse sistema escravizador das consciências já estabeleceu que natal é isso ai: consumo, vaidade, egoísmo. Neste Natal não há espaço para o Cristo da manjedora, da humildade e da paz.
Ta escrito na Bíblia que o diabo é o pai da mentira. Papai Noel é a mentira mais sem vergonha que eu já vi. Logo esse tal de Noel, que vem lá do Polo Norte, é filho do diabo. Seu objetivo não é outro senão escravizar a humanidade nas garras do consumismo, do materialismo, do imediatismo, da falta de limites, do endividamento entre tantas outras chagas malígnas. Ele vem transvestido de bom velhinho, pegando criancinhas no colo, com cara de inofensivo. No fundo ele é o estígma maldito de um povo subjugado pelo amor ao ter em detrimento do ser.

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