quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lembretes Culturais


Outra opção para quem quer encaminhar projetos culturais é o Banco do Nordeste, as inscrições estão abertas até dia 16 de agosto. Clique Aqui. O Programa BNB de cultura foi criado pelo Banco do Nordeste em 2005, com o objetivo de democratizar o acesso aos recursos disponíveis para financiamento de ações culturais, desenvolvidas em benefício da Região Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo, sua área de atuação. Durante suas cinco edições foram patrocinados 1.131 projetos, beneficiando diretamente 474 municípios.


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As inscrições para o Programa Petrobras Cultural se encerraram no último dia 28/07.

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As inscrições para o Laboratório Criativo, evento que ocorre dentro da programação do I Fórum das Artes, Mercado e Tecnologia - FAMT, estarão abertas até o dia 15 de agosto. Esse evento agrega as linguagens de artes visuais, audiovisual, dança, música e teatro, além das questões de gestão de espaços culturais, para discutir a tríade proposta: artes, mercado e tecnologia, dentro da perspectiva de redes de cultura e de um sistema criativo transversal. Promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB, unidade da Secretaria de Cultura do Estado – SecultBA, o I FAMT acontece entre os dias 9 e 11 de setembro (quinta a sábado), no Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha (Praça Castro Alves – Centro), oferecendo programação totalmente gratuita, com três palestras e Laboratório Criativo. ACESSE AQUI O SITE DA SECULT E SAIBA MAIS.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Devorador de Emoções


Quando amanhecer o dia simplório e passageiro como é de costume, vou levantar antes dele e dizer que é uma linda manha de domingo com bastante sol e céu límpido, tão claro que não só clareia o dia, clareia também a vida, ilumina a alma. Vou espreguiçar bem gostoso e gritar hummm com a cara bem franzida e depois vou rir bastante e dizer como todos dizem: obrigado Deus.

            Se eu não souber o que fazer com um dia como esses eu vou simplesmente ser tão simplório quanto e vou ficar na minha, quieto e sorridente como um verdadeiro tolo porque ao final eu sei que o final vai sempre chegar e o tempo, esse cara que só passa quando a gente não quer e que demora muito quando a gente o espera, vai passar, piscar pra mim e me deixar livre dos dissabores do meu ser que tenta ser tão inquieto, se eu não fosse mais esperto.


            Podendo, vou olhar qualquer pássaro ou borboleta fazendo seu caminho pelo ar ou ouvir os passos dos que passam em busca de qualquer coisa lá fora.  Espero, contudo, não ter motivos pra ter pressa nem objetivos pra alcançar para que assim toda a tolice se complete em mim como as partes exatas de um quebra cabeças e o dia, que vai permanecer desesperadamente lento como bicho preguiça e vai andando por cima de pedras afogueadas e espinhos pontiagudos e que, mesmo assim, não vai interferir em mim porque eu não vou estar nem ai para a preguiça do dia ou para a lentidão do tempo.

              E não vou cometer o crime de me cobrar de mais. Não vou exigir também.   Pura besteira passar a vida numa correria e cobrança e exigências e também outra idiotice defender o distante, prezar o imediato. Não. Vou bagunçar meu quarto, remexer meus livros, rever antigos filmes, repetir incansavelmente as músicas que gosto e dizer a todos que gosto que gosto. Vou chegar atrasado um dia, vou errar pra caramba, vou dar bolo em meu chefe, vou cantar no engarrafamento entre outras bobagens. Não quero nem saber, vou tomar uns porres de vez em quando e reagir chorando ou rindo, abraçando todo mundo como um bom bêbado faz. E pra mim chega.

           Vou experimentar. Pegar meus princípios, guardar por um tempo em uma caixa e sair pela noite devorando emoções. Vou desafiar todos os meus medos; encorajar meus receios; abolir, temporariamente, meus valores, e deixar rolar o absurdo para eu saber o sabor que os loucos sentem. Mas não será uma viagem sem volta. Eu vou, mas volto, pois também seria estupidez não voltar, seria apegar-se a um gosto.

            Enfim, não vou reclamar do vazio de hoje, pois se cheio eu estivesse, não teria mais o que procurar. Vou preencher meus vazios com tudo que encontrar no caminho e esvaziar-me de novo pra outra vez ir buscar pedaços de ilusões. Um dia serei profundo e noutro superficial, sem ter compromisso firmado com nada. Eu sei que pessoas rirão de mim, mas não tem problema, eu já estou rindo do mundo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Abimael Borges fala do Revelando os Brasis e do seu novo filme

Em entrevista cedida ao projeto Por Trás das Lentes Abimael Borges fala sobre o projeto Revelando os Barsis (inscrições até 30 de julho) e comenta sobre a produção de um novo filme. Trata-se do média-metragem digital "O menino que queria ver o mar". Confira a seguir o vídeo da entrevista.


O CURTA CAMINHO DE FEIRA É PATROCINADO PELA PETROBRAS.
ATUALMENTE ELE É ALVO DE ESTUDOS GEOGRÁFICOS E SOCIOLÓGICOS NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA BAHIA - UNEB. PARA ASSISTÍ-LO VISITE NOSSO CANAL NO YOUTUBE.


Por Trás das Lentes - visite este e outros vídeos do Projeto em Karasanta no YouTube.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Carta a um amigo

Um dia, por um acaso, conheci você. Sem me importar com as circunstâncias que nos levaram a este encontro, simplesmente conversamos e começamos a descobrir dezenas de coisas em comum entre nós. Parecia até que já éramos amigos, mas aquele era o nosso primeiro encontro. Foi assim que em poucas horas de papo, descobrimos que era bom ouvir um ao outro. Não era só bom ouvir, era divertido, interessante, curioso, inovador.

No outro dia me peguei pensando em compartilhar com você uma música que gosto muito, pois sabia que você iria gostar; depois vi um filme e lembrei-me de você, pois era o tipo de filme que com toda certeza te agradaria e seria bom discutirmos sobre ele depois de vê-lo; achei aquele livro de que você falou, engraçado, eu tinha o livro há tento tempo e só agora pensei em lê-lo, só porque você aguçou minha curiosidade sobre ele; resolvi, do nada, seguir a dica do jornal e ir vê aquele espetáculo de teatro que está há semanas em cartaz, mas para isso achei que com você seria bem mais proveitoso.

No dia em que eu estava muito triste, cheio de problemas mal resolvidos, a última pessoa que eu esperava contar era você, pois nos conhecemos a tão pouco tempo, mas foi justamente você que me ligou e se interessou por meus problemas, veio aqui e chorou comigo. Noutro dia, como um sexto sentido, senti na tua voz que você não estava tão bem e não tive como não me comover, deixei todos os meus afazeres porque tinha certeza que, naquele momento, você precisava de mim. Assim, já não posso contar às vezes em que juntos conseguimos amenizar a carga de dificuldade um do outro.

Claro que fico muito feliz quando você me liga todo empolgado com um novo programa. Às vezes nem importa tanto qual é a atração, pois o interessante mesmo são nossas conversas e o auto-astral que você me passa com seu jeito de ser. Muitas vezes está com você é como fugir das coisas que me atormentam na vida, pois com você eu me sinto livre pra expressar meus pensamentos e sentimentos, sem cobranças ou repreensão. Mas você faz comigo exatamente o que eu preciso e nem sempre o que eu quero. Fico grilado com alguns puxões de orelha que recebo de você e só depois entendo o quanto você é generoso em me chamar a atenção me fazendo seguir numa direção correta ou menos arriscada. Você também não é o único a fazer isso, pois muitas vezes eu te vejo cambaleante como se andasse nas nuvens e sou obrigado a te chamar de volta à terra para que você ande com os pés no chão. A verdade é que você e eu queremos a mesma coisa um para o outro: ver sempre um sorriso no rosto.

É. Agora entendo. Você entrou na minha vida sem pretensões e hoje já não sei mais fazer muita coisa sem a sua opinião, mesmo que eu discorde dela. Já me convenci que de agora em diante, não estarei mais sozinho, pois não importa o meu estado civil ou emocional, sempre terei você para contar e você sempre contará comigo. Afinal não há outra palavra para definir essa relação senão a palavra: AMIGO.

Seu amigo, Abimael Borges.

Publicado no Recando das Letras
Foto pescada no blog Olhar Vertical.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Diretor Federico Alvares e seu incrível talento

O diretor uruguaio Federico Álvares com pouco mais de 300 dólares e uma boa dose de inventividade dirigiu o curta-metragem Ataque de Pânico, que lhe rendeu mais de 30 milhões de dólares e até proposta de Hollywood.

Assista ao filme:

LEVE ESSA OFICINA PARA SUA CIDADE


A produção de vídeos digitais se popularizou muito nos últimos tempos e por diversos fatores: a acessibilidade às tecnologias mais simples e baratas, a facilidade de manipulação de grandes arquivos de som e imagem, a possibilidade de divulgação instantânea por meio de sites da internet como o youtube. Hoje o acesso às tecnologias da informação ocorre cada vez mais cedo. É crescente o número de crianças e adolescentes produzindo vídeos e divulgando pela rede mundial de computadores. Estes sites, por sua vez, são os mais procurados na internet. É um mercado aberto e democrático que se torna cada vez maior e oferece laser, entretenimento, aprendizagem e inúmeras possibilidades de rentabilidade.

Foi-se o tempo em que fazer cinema era coisa complicada. Películas super-caras, horas de filmagem e montagem; uma parafernália inimaginável de equipamentos e uma enorme quantidade de técnicos. Glauber Rocha falava disso sem saber que seria mais fácil ainda ter “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”. Uma simples câmera digital que pesa menos de 500gm faz uma imagem centenas de vezes melhor do que as da época do pai do cinema baiano. Em vez de centenas de metros de película, basta algums gigabytes de arquivo. O advento de computador cada vez mais eficaz facilita a vida de quem quer manipular esses arquivos. Todo computador com Windows, versão mais popular de Sistemas Operacionais de microcomputadores, já vem preparado para edição de imagens e som. Nota-se que a facilidade de produção audiovisual é infinitamente maior que em tempos passados.

Quer se tornar um cineasta? Basta uma câmera digital na mão e boas idéias. Boas ideias podem fazer grande diferença. O diretor uruguaio Federico Álvares com pouco mais de 300 dólares e uma boa dose de inventividade dirigiu o curta-metragem Ataque de Pânico, que lhe rendeu mais de 30 milhões de dólares e até proposta de Hollywood. Com a popularização da internet no Brasil, centenas de jovens estão virando “celebridades” instantâneas graças a ideias simples e criativas de vídeos postados no youtube.
Diante de tantas inovações tecnológicas, uma coisa continua praticamente imutável: o processo de produção. O mais simples trabalho cinematográfico exige do realizador certa organização: a ideia, o roteiro, a pré-produção (muita pré-produção), a produção e a pós-produção (ou desprodução), são partes inerentes à criação audiovisual que não estarão ausentes em se tratando de um bom projeto.

Pensando nisso, desenvolvemos um trabalho prático para ajudar aos interessados em atuar na produção de cinema digital, repassando orientações essenciais ao desempenho das funções de Direção, Produção, Assitentes de Direção/Produção, Roteirista, Montador, Continuista e etc. Serão aplicadas noções básicas e práticas além das indicações de aquisição de patrocínio via Lei Rouanet.

A proposta é oferecer aos participantes o conhecimento para produção de vídeos como forma de expressão artística e cultural, possibilitando um contato com a linguagem cinematográfica digital, a fim de viabilizar a produção de filmes com baixo custo e facilidade de realização. Assim, pretendemos estimular o crescimento e o interesse dos participantes no que se refere à produção cultural e audiovisual como um todo.

A oficina é realizada geralmente nos finais de semana (sábado e domingo, manhã e tarde), para turmas entre 10 a 20 alunos. O grupo que recebe o oficineiro disporá de transporte, alimentação e hospedagem para duas pessoas, além da aquisição mínima de 10 apostilas indispensáveis para realização do evento. Deverá ainda providencia espaço, pode ser um colégio, auditório ou mesmo uma casa, onde possa ter datashow (opcional), TV, DVD, microcomputador com Windows XP ou superior e Movie Maker. Os participantes deverão (não obrigatoriamente) possuir câmera digital ou celular que grave vídeo com áudio.

Para levar a oficina até sua cidade ou para outros esclarecimentos, basta entrar em contato conosco pelo telefone: 75 9176 9040 ou e-mail: abimaelborges23@hotmail.com.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Projeto Por Trás das Lentes - Ed. 2010


Em sua segunda edição, o projeto Por Trás das Lentes, vem cumprindo importante papel no registro e divulgação das manifestações culturais juninas de Sátiro Dias. 
Para conferir imagens da edição anterior visite o Canal de Karasanta no YouTube
Aguarde as novidades da edição 2010.

sábado, 3 de julho de 2010

Das minhas profundas desilusões

Iludido, por muito tempo. Sonhador imcompreendido. Um mundo aos pés de um "senhor" chamado dinheiro. Um país juramentado pela hipocrisia. Um povo que aceitou a derrota da contestação. Uma nação inteirinha dominada pelo modismo, pelas inconstâncias, pelas futilidades... uma geração sem futuro, sem prestígio... sem nome... sem bandeira.
Iludido, sim. Por acreditar que seria possível reverter esta onda que arrasta a todos para o mar da unanimidade patética. Um eterno carnaval de bugigangas.
Eis aqui a falsa paz. A poderosa mordaça que a todos calou sutilmente. O meu grito ecoaria, não fosse o vácuo imenso em que estou submergido. Pior ainda é notar que ela sutilmente conseguiu, com o show idiota de todos os dias, incutir servidão e ditar padrões incontestáveis no seio dessa geração.
É, confesso, minha geração será lembrada por séculos sem fim, como a geração que perdeu para a ignorância, a geração que se deixou dominar pelos deleites passageiros e fúteis, vivendo do imediatismo descartável e tolerando os mandos e desmandos dos poderosos parceiros da mídia cauculista. A geração que esparramou vergonha sobre a luta das que nos antecederam, que pisoteou a liberdade tão duramente conquistada e que não soube levar a diante a resistência contra o oportunismo capitalista sobre uma nação de miseráveis.
Como já disseram, eu também queria mudar o mundo e tornar meu país um lugar melhor para todos, mas agora peço licença para, quando chegar a hora, dele me retirar com dignidade e levar comigo minhas profundas desilusões.

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