quarta-feira, 22 de junho de 2011

Conjuntivite: Epidemia se espalha pelo país

Uma epidemia de conjuntivite tem se espalhado pelo país. Para que nossos leitores aprendam a lidar com o problema, copiamos aqui as dicas do Dr Drauzio Varella.

Fonte: Dr. DrauzioVarella

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Em geral, ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a 15 dias e não costuma deixar sequelas.

Causas
A conjuntivite pode ser causada por reações alérgicas a poluentes ou substâncias irritantes como poluição e o cloro de piscinas, por exemplo, e por vírus e bactérias. Neste último caso ela é contagiosa.

Sintomas
* Olhos vermelhos e lacrimejantes;
* Pálpebras inchadas;
* Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
* Secreção;
* Coceira.

Recomendações
* Evite aglomerações ou freqüentar piscinas de academias ou clubes;
* Lave com freqüência o rosto e as mãos uma vez que estas são veículos importantes para a transmissão de microorganismos patogênicos;
* Não coce os olhos;
* Aumente a frequência com que troca as toalhas do banheiro ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
* Troque as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;
* Não compartilhe o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza.

Tratamento
Lave os olhos e faça compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença. Acima de tudo, não se automedique. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um médico. Alguns colírios são altamente contra-indicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Programação do São João 2011 em Sátiro Dias

Dia 20 - Segunda-feira
Forró do Chuta (meio-dia), Quiosque Malhada da Pedra. Atração: Forró do Sete.

Dia 21 - Terça-feira
Forró do Chuta (15h), Quiosque Malhada da Pedra. Atração: Duca e Banda.

Dia 22- Quarta-feira
Chiquinho e Banda Forró Pesado (23h);
Forró do Muído (02h);
Forró Josy Barroso (04h).

Dia 23 -  Quinta-feira
Arrastão do Bloco Bandágua (18h), concentração em frente ao Quiosque Malhada da Pedra;
Duca do Acordeon (23h);
Bagagem Arrumada (01h);
A confirmar (03h).

Dia 24 - Sexta-feira
Casamento da Rosinha (11h), local de saída: Fazenda Mato Grosso;
Dominguinhos (23h);
Forró do Sete (01h);
A confirmar (03h).

Dia 25 - Sábado
Concurso de Quadrilhas (18h), Ginásio de Esportes Huelle Zander.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Academia Brasileira de Letras: a imprestável casa dos vivos mortos


Salão nobre da ABL

       Mais cedo escrevi sobre minhas desconfianças quanto à inteligência dos membros da ABL, era uma mera suspeita, um sentimento oriúndo das poucas e vagas notícias que se tem dos bastidores da Academia, uma coisinha aqui outra ali, que dava conta do que é mais importante por lá: o dinheiro, o prestígio e a mediocridade. Agora volto, decepcionado, para dizer que minhas suspeitas se confirmaram.
       Antônio Torres não foi eleito. Lamentável. É a prova de que a ABL já não é mais a mesma. Esta, como eu suspeitava, se transformando numa instituição falida de sentido e parece agora, que ela não suporta ficar longe da mídia, pois não perdeu tempo para colocar em sua poltrona, um dos queridinhos da Globo, pois lhe falta hoje o Roberto Marinho.
       Tem que mudar o nome, tem que ser: "Academia Brasileira dos Bajuladores da Mídia" ou "Academia Brasileira dos Poxadores de Saco dos Poderosos". Esta senhora decrépta, como diria o jornalista e escritor fluminense Fernando Jorge, é de fato vítima de sua própria nulidade.
       Quem é o eleito? É colunista do jornal "O Globo", comentarista da TV Globo News e da rádio CBN. Foi diretor de jornalismo de mídia impressa e rádio das Organizações Globo. Trabalhou na revista “Veja”, como chefe das sucursais de Brasília e Rio de Janeiro, como editor nacional em São Paulo e foi editor-executivo do “Jornal do Brasil”. É membro do conselho editorial das Organizações Globo e fez parte do primeiro conselho editorial do jornal “Valor Econômico”. Em 2009 ganhou o prêmio Maria Moors Cabot pela Columbia University, EUA. É autor do livro “Lulismo no poder” (Record). Uma literatura pobre, politiqueira, A biografia literária desse camarada não ousa se arrastar aos pés do seu concorrente nessa eleição.
        Por essas e outras razões que a ABL não tem mérito para representar nem o povo e nem a cultura do povo brasileiro, tampouco é dígna do respeito do zé-ninguém que aqui escreve. Trata-se de uma casa de conchavos e apadrinhamentos, uma elitizinha que luta para se manter na pose de uma fotografia antiga e decadente.

Antônio Torres na ABL, por que não?

            Antônio Torres é um dos nomes mais louvadas nas universidades de todo país, dono de uma genialidade literária inacreditável na qual transcreve a cultura nordestina de forma brilhante. Foi premiado por diversas vezes no Brasil e no exterior, autor de 11 romances, 1 livro de contos, 1 livro para infantil, 1 livro de crônicas, perfis e memórias, além de diversos projetos especiais.
        Candidatou-se a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, lugar que, pela sua obra e talento, lhe é muito merecido. Mas receio que não seja dessa vez que esse sonho, do qual eu e inúmeras pessoas nesse país compartilhamos, se torne realidade. Digo isso, pois há muito a ABL vem perdendo seu real papel no cenário literário. Em vez de "cultivar a língua e a literatura nacional", como expressa em seu objetivo máximo, tem se tornado uma casa de ponpa, estrelismo e inutilidade. Para entrar lá, é preciso ter préstigio e poder; coisa que para um modesto escritor nordestino, está difícil. A ABL é hoje um trambolho velho fadada ao insucesso com muito prestígio, mas entre gente sem um pingo de literatura. A qualidade dos imortais que lá estão em vida passa longe dos que já se foram.
          Que prestígio literário tem o Sr José Sarney para o Brasil? Pois ele é um imortal de lá. A mesma pergunta eu faço quanto ao Sr Roberto Marinho, jornalista e fundador da Rede Globo. E o Sr Marco Maciel? Um político, poderoso e cheio da grana, mas só isso. Agora vão eleger o Marvel Pereira, cria da Globo e autor de dois livrecos sem nenhuma importância (O Lulismo no Poder, Editora Record, 2010 e A segunda guerra, a sucessão de Geisel, Brasiliense, 1979). O fim da picada.  Que expressão literária tem esse povo, minha gente? Onde fica o art. 2º do Estatuto da ABL, onde se lê: Só podem ser membros efetivos da Academia os brasileiros que tenham, em qualquer dos gêneros de literatura, publicado obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livro de valor literário. (grifo meu)?
           Portanto, amigos, nosso talentoso Caboclo Setenta vai ter que esperar. Vamos esperar até que os membros da ABL entendam que a língua é o bem mais precioso dessa nação e que cuidar dela é papel dos notáveis escritores literários e não de aristocratas retrógrados e jornalistas medíocres.

Conheça mais sobre Antônio Torres:
BIOGRAFIA
Antônio Torres nasceu no pequeno povoado do Junco (hoje a cidade de Sátiro Dias), no interior da Bahia, no dia 13 de setembro de 1940. Ainda menino, mudou-se para Alagoinhas para fazer o Ginásio, mais tarde foi parar em Salvador, capital baiana, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos transferiu-se para São Paulo, empregando-se no diário Última Hora. Lá, mudou de ramo e passou a trabalhar em publicidade. Viveu por três anos em Portugal e atualmente dedica-se exclusivamente à atividade literária e mora em Itaipava, Petrópolis, RJ depois de viver no Rio de Janeiro por várias décadas. É casado com Sonia Torres, doutora em literatura comparada, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), e tem dois filhos, Gabriel e Tiago.
Aos 32 anos, Antônio Torres lançou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, que causou grande impacto, sendo considerado pela crítica “a revelação do ano”. O segundo “Os Homens dos Pés Redondos”, confirmou as qualidades do primeiro livro. O grande sucesso, porém, veio em 1976, quando publicou Essa terra, narrativa de fortes pinceladas autobiográficas que aborda a questão do êxodo rural de nordestinos em busca de uma vida melhor nas grandes metrópoles do Sul, principalmente São Paulo.
Hoje considerada uma obra-prima, Essa terra ganhou uma edição francesa em 1984, abrindo o caminho para a carreira internacional do escritor baiano, que hoje tem seus livros publicados em Cuba, na Argentina, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Holanda, , Espanha e Portugal. Em 2001 a Editora Record lançou uma reedição comemorativa (25 anos) de Essa Terra. Torres, porém, não restringiu seu universo ao interior do Brasil. Passeia com a mesma desenvoltura por cenários rurais e urbanos, como em Um cão uivando para a Lua, Os homens dos pés redondos, Balada da infância perdida e Um táxi para Viena d’Áustria.
Em 1997, Torres decidiu retornar ao tema e aos personagens do consagrado Essa terra. Vinte anos depois, narrador e protagonista voltam à pequena Junco em O cachorro e o lobo, para encontrar uma cidade já transformada pela chegada do progresso. É um romance de fina carpintaria literária que foi saudado pela crítica, tanto no Brasil como na França, onde foi publicado em 2001.
Foi condecorado pelo governo francês, em 1998, como “Chevalier des Arts et des Lettres”, por seus romances publicados na França até então (Essa terra e Um táxi para Viena d'Áustria). Em 2000, ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra. Em 2001, foi o vencedor (junto com Salim Miguel por Nur na escuridão) do Prêmio Zaffari & Bourbon, da 9a. Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, RS, por seu romance Meu querido canibal, no qual Torres se debruça sobre a vida do líder tupinambá Cunhambebe, o mais temido e adorado guerreiro indígena, para traçar um painel das primeiras décadas da história brasileira.
Dando seqüência às suas pesquisas históricas, ele escreveu o romance O nobre seqüestrador, que trata da invasão francesa ao Rio de Janeiro em 1711, comandada por René Duguay-Trouin, o corsário de Luis XIV, que sequestrou a cidade durante 50 dias, até que lhe fosse pago um alto resgate para que ela fosse devolvida a seus habitantes. O nobre seqüestardor foi finalista no Prêmio Zaffari & Bourbon de 2003.
Em 2006, Antônio Torres publicou o romance Pelo fundo da agulha, com o que fechou uma trilogia iniciada com Essa terra e prosseguida com O cachorro e o lobo. Este livro foi um dos vencedores do Prêmio Jabuti e finalista do Prêmio Zaffari & Bourbon, da Jornada Literária Nacional de Passo Fundo.

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