quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Yoani Sánchez - A profetiza do diabo na Princesa do Sertão



Quando eu ouvi falar de Yoani Sánchez pela primeira vez, esperava que as próximas notícias sobre ela daria conta de sua prisão, expulsão ou morte “acidental”, o que não ocorreu, absolutamente nada, e ai me surgiu as dúvidas quanto a ela ser de fato uma dissidente do regime castrista. Pois agora está provado que a tal blogueira não passa da pior das mentiras que os comunistas criaram para ganhar o mundo com seu discurso de bonzinho. É a velha história do mito fabricado.
Os governos totalitários, em toda história, lançaram mão de estratégias de marketing para dissimular ou simular a realidade levando o mundo a acreditar nas piores mentiras, para sustentar o governo. A KGB, na antiga URSS, fazia muito isso: espalhava falsos boatos, documentos forjados, criava grupos de “oposição” ao governo que eram diretamente orientados pelo mesmo para fazer esse trabalho e com isso conseguia que os verdadeiros opositores tomassem decisões equivocadas(1).
Na Polônia também se desenvolveu um projeto parecido chamado WIN (2). Era um grupo de “oposição” que em 1941 espalhava o lema “Liberdade e Independência”. Anos mais tarde, em 1954, em relatório de Moscou, o Partido Comunista Polonês admitiu em relação ao grupo WIN que “desinformar o inimigo envolveu fornecer alguma informação autêntica (para estabelecer credibilidade) junto com puros engodos”.
Em Cuba existe o DGI - Dirección General de Investigaciones, que se inspira na KGB e vem agindo de igual modo a fim de promover uma verdadeira lavagem cerebral no povo da América Latina e no mundo. Uma das ferramentas usadas para isso é a própria Yoani, ela é a mensageira que o regime dos castros sempre sonhara para levar ao mundo a mensagem enganadora do regime. Não precisei de muita pesquisa para chegar a essa conclusão. As provas são patentes, senão vejamos.
Quem é Yoani? A comunidade dos jornalistas e dissidentes cubanos não a conhecia até pouco tempo e ela nunca fez parte de nenhuma organização de dissidentes do regime (Jornalistas cubanos independentes). Criou um blog em 2007 e de lá pra cá vem sendo cortejada por uns e xingada por outros, mas o buraco é mais em baixo.
Graça Salgueiro(3), pesquisadora reconhecida e respeitada internacionalmente, em assuntos políticos de Cuba, disse recentemente “[...] não se conhece um só opositor que tivesse sido tão desaforado com os interrogadores e que não tivesse - no mínimo - levado uns bofetões de arrancar os dentes e em seguida jogado no calabouço da Villa Marista. Mas Yoani disse o que quis e saiu ilesa, inclusive saudada pela rede inteira como "heroína". Agora afronta ninguém menos que a filha do ditador hereditário substituto e não passa nada?
Yoani nunca sofreu qualquer constrangimento. Vive numa casa confortável, cheia de mordomias num dos melhores bairros de Havana. Ela tem acesso irrestrito à internet, coisa que pouquíssimas pessoas tem em Cuba. Ela nunca foi presa pelo regime e sempre falou em tom desafiador. Nenhum jornalista sério tem o direito de falar a verdade sobre o regime comunista cubano, quem não se lembra da Primavera Negra em 2003 quando mais de 75 jornalistas e reais dissidentes foram presos e torturados?
A escritora e dissidente cubana Adela Soto Alvarez(4) disse: “Cada noticia sobre la "ciudadana bloguera" Yoani Sánchez  me deja  más confundida, y repito  que  no es  porque tenga nada en su contra  personalmente, sino porque sus posibilidades y libertad de movimientos llegan a poner en duda a cualquier persona por imberbe que sea,  imagínense a un opositor o periodista independiente cubano que haya sufrido o sufra en carne propia la represión, el acoso, la humillación  y la tortura psicológica que el régimen castrista aplica a los que disienten de sus dictámenes.”
Quem de fato financia Yoani? Ela é constantemente acusada de ser financiada pelos EUA, estar filiada à CIA ou coisa semelhante. Mentira deslavada. Se houvesse o mínimo de verdade nisso a blogueira jamais teria saído do seu país. Quem sustenta a mordomia de Yoani tanto em cuba quanto em sua “volta ao mundo em 80 dias” são os investimentos que os próprios comunas, disfarçados em instituições pelo mundo a fora, vêm fazendo nela desde 2008. Senão vejamos:
Em 2008 Yoani recebeu o “Prêmio Ortega y Gasset”, da Espanha, país que nunca deixou de se aliar ao regime cubano; ela também ganhou o prêmio “100 Most Influential People in the World”, da esquerdista revista Time, graças à qual, aliás, se deve boa parte do sucesso da famigerada “revolução”; outro prêmio foi o “100 Hispanoamericanos más Importantes”, do jornal El País, também da Espanha; “Los 10 personajes de 2008” da revista Gatopardo, do México e o “10 Most Influential Latin American Intellectuals of the year” do Foreign Policy.
Em 2009 ela recebeu o “25 Best Blogs of 2009”, outra vez pela revista Time, o “Young Global Leader Honoree”, outorgado pelo Fórum Econômico Mundial, e o “Maria Moors Cabot Prize”, pela Universidade de Columbia. Em 2010 é a vez da Holanda, com o prêmio “Príncipe Klaus” e em 2010, o Instituto de Estudos Econômicos (IEE), do Brasil, lhe oferece o “Prêmio Libertas”. Pelos seus méritos nenhum desses prêmios lhe teria sido outorgado. Isso é muito dinheiro de engorda para o novo plano de dominação do comunismo.
E qual a intenção da fabricação dessa personagem? Ela é a dissidência necessária à implantação de uma nova ideologia que visa melhorar as relações de Cuba com o restante do mundo, é dizer, subliminarmente: veja, ela é oposição mais pode falar em seu blog, está vendo ai? Cuba não é assim um lugar tão mau! Ou de outra forma: olha só como existe democracia em Cuba, a Yoani disse o que bem queria na cara da filha de Raúl Castro e não sofreu repressão! Ou ainda dizer que a polícia cubana não usa de meios arbitrários para conter os opositores, sem falar que Yoani usa seu blog para mostrar sua boa vida em Cuba e isso é sem dúvidas a propaganda indireta de que em Cuba se vive bem como em qualquer outra parte do mundo. Mentira! Engodo puro!
Se não acreditam no que estou dizendo tentem falar com jornalistas e dissidentes que foram de fato perseguidos, presos, exilados e hoje vivem longe da terra natal por conta do regime dos castros. Eles são muitos em todo o mundo, e nenhum deles tem boas lembranças dos horrores que viveram na ilha. Se pensam que Yoani é patrocinada pelos EUA, procurem se informar quem patrocinou a presidenta Dilma quando ela se aliou aos ditadores no Brasil: foram os castros; aliás, quanto a isso ela já saldou a dívida, levou de bandeja para Cuba muitos bilhões de reais do BNDES a fim de patrocinar o regime comunista cubano.


NOTAS
1 Political Intelligence the Territory of USSR, Andropov Institute of the KGB, Moscou, 1989.
2 WIN é a abreviatura para o lema polonês ‘Liberdade e Independência’. Segundo o relatório para Moscou: ‘Desinformar o inimigo envolveu fornecer alguma informação autêntica (para estabelecer credibilidade) junto com puros engodos’. (Operação César, publicação do Partido Comunista Polonês, 1954)
3 Graça Salgueiro, estudiosa da estratégia e ações da esquerda latino-americana lideradas pelo Foro de São Paulo no continente, edita o blog Notalatina e tem seus artigos publicados no site argentino La Historia Paralela.
4 Adela Soto Alvarez é licenciada em Filologia, Jornalista, Escritora, Poeta, fundou a Imprensa Independente em Cuba e foi condenada a um ano de prisão domiciliar na Primavera Negra de 2003, por suas atividades contestatórias. Reside atualmente em Miami como refugiada política. Autora da novela-testemunho "O Império da Simulação" (Miami 2005) e outros livros sobre a realidade cubana.
Alguns sites:
http://notalatina.blogspot.com.br/2008/12/desconstruindo-falsos-mitos-depois-de_6599.html 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Brasil vai patrulhar fronteiras com aviões não tripulados

Foto 01: VANT RQ-450 Hermes - Israelense

      Os megaeventos que estão por vir (Copa em 2014 e Olimpíadas em 2016) geram uma preocupação maior com a segurança do país e dos seus visitantes. O Brasil é um país com quase 16.500 km de fronteiras com 10 países na América Latina: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O contingente de militares vigiando essas fronteiras, historicamente, foi muito pequeno, dando ensejo ao constante contrabando e a entrada de drogas, armas, imigrantes irregulares entre outros problemas sérios e, aliado a isso, a concentração de grandes multidões também geram preocupações.
    Uma forma de combate a esses problemas pode ser a utilização de aeronaves remotamente pilotadas ou VANT – Veículo Aéreo não Tripulado, que podem ser utilizados tanto na esfera militar quanto na civil. As ARP são capazes de patrulhar centenas de quilômetros em um curto espaço de tempo, fotografando, filmando e detectando, à distância, qualquer atividade suspeita, seja dia ou noite, sob a copa de árvores, no solo, na água ou no ar. São difíceis de serem vistas no ar ou ouvidas na terra, pois podem voar a mais de 5.500 metros de altitude. Elas podem ainda, em megaeventos como a Copa e as Olimpíadas, patrulhar as multidões buscando detectar motins e garantindo a segurança das pessoas.
     A Força Aérea Brasileira sempre teve o sonho de produzir a tecnologia e fabricar os aviões não tripulados aqui no país. Desde 2010 a FAB utiliza dois VANTs fabricada pela Elbit Systems de Israel, o modelo VANT RQ-450 Hermes (foto 1), empregadas principalmente na missão de patrulhar fronteiras. Recentemente as aeronaves foram decisivas na Operação Ágata 1 (agosto de 2011) que monitorou e deu apoio aos caças da FAB na destruição de pistas de pouso clandestinas na Amazônia e também foram utilizadas na Rio+20 onde essas aeronaves transmitiram imagens do evento em tempo real para uma central de comando que cuidava da segurança durante o evento.
Foto 02: ARP Brasileira - Projeto Falcão
     Essa dependência tecnológica esta prestes a terminar. Uma parceria formada pela Embraer Defesa e Segurança e a AEL Sistemas S.A. agora inclui a Avibras Divisão Aérea e Naval, com a finalidade de desenvolver em conjunto o projeto Falcão - aeronave remotamente pilotada (ARP) do Brasil (foto 2). “A sinergia das competências técnicas e industriais das três associadas da Harpia, somada ao legado de alto conteúdo tecnológico nacional do Projeto Falcão, resultarão em uma solução de ARP (Aeronave Remotamente Pilotada) de alta competitividade no Brasil e no Exterior”, disse Sami Hassuani, presidente da Avibras.

Fontes: Agência Força Aérea, Avibrás.

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