quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pela a vida - Contra o aborto!

O aborto no Brasil é crime. Esta no rol dos crimes cometidos contra a pessoa e contra a vida. É punível o aborto praticado pela gestante, com ou sem o consentimento dela e com auxílio de outra pessoa (art. 124, 125, 126 do Código Penal). Há ainda duas formas em que o aborto deixa de ser punido, mas não deixa de ser crime: o caso em que não haja outra forma de salvar a vida da mãe e o caso em que seja uma gravidez decorrente de estupro com o consentimento da gestante ou, se ela não puder expressar sua vontade, com o aval do responsável legal. Isso através de consentimento judicial e unicamente praticado por médico (art. 128, incisos I e II do Código Penal). É assim que é e deve continuar sendo.
Não é preciso ser Cristão para perceber que o ABORTO é uma maldição, mas como Cristão e como ser humano, sou totalmente contra essa prática. O Brasil é um país de maioria cristã, e nossos princípios são incompatíveis com essa conduta.
Não há nada mais precioso que a vida e sobretudo a vida humana, pois esta é dotada de inteligência, racionalidade, criatividade e singularidade. O ser humano é único. Não há no universo outra espécie que se assemelhe a ele, portanto sua dignidade deve ser preservada. A dignidade da pessoa humana em nossa Lei Maior, a Constituição de 88, em seu artigo 1º e inciso III, é estabelecida como fundamento do Estado Brasileiro. Vê-se ruir um edifício ao se destruir seus fundamentos, isto é, legalizar ou facultar o aborto é o início da desconstrução de nossos fundamentos éticos, morais e sociais que deram origem à nação brasileira.
Concordo que a lei deve ser dinâmica como os anseios da sociedade, mas abortar não é evolução, é o retrocesso à barbárie. E como se perdêssemos completamente a racionalidade.
Falar de dignidade humana, de modo analógico, não exclui o ser humano integral. Numa singela concepção pessoal, penso que não há o que se discutir quanto ao início da vida, a vida preexiste ao nascimento na forma de mãe e pai.
Religiões, filosofias e ciências discutem o momento da fecundidade, querendo entender em qual momento um espírito entra no feto ou se ao nascer ou se ao chorar. Qual o início da vida? Discutir o momento da fecundidade como o momento do início de uma nova vida é desprezar a vida humana em sua essência. Quem disse que o esperma e o óvulo materno não estavam vivos antes da fecundação? É preciso ter a sensibilidade de perceber que a morte não gera a vida, sendo esta, portanto, uma continuidade ininterrupta da existência natural. Somente a vida é capaz de dar origem a outra vida, sendo esta uma continuidade daquela, um ciclo glorioso que ninguém tem o direito de quebrar, legalizar ou facultar sua quebra.
Nós, seres humanos, não descartamos os membros de nossos corpos ao relento como ocorre entre os animais. Nós respeitamos os nossos entes e mantemos sua dignidade na vida e na morte. Não desonramos a memória de nossos mortos. Porque haveríamos de nos portar com tanto desprezo com a vida?
Ainda relembrando as clausulas pétreas que resguardam os direitos e garantias fundamentais dentro da Magna Carta, no artigo 5º e inciso III, em que se lê “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”, podemos falar em tratamento mais desumano a que um bebê é submetido num aborto?
Uma gestação é fruto de uma união, onde duas vidas se fundem em uma. Quando uma mulher decide por sua livre escolha estar com um homem, ela não pode ser inocentada de sua responsabilidade enquanto genitora, para penalizar um feto. Podemos até planejar o momento em que queremos um bebê, mas jamais tirá-lo à força por nossa liberalidade e luxúria o fruto de nossa atitude procriadora.
Eu considero que as pessoas tem o livre arbítrio para pensar o sexo como diversão ou procriação, isso é uma decisão pessoal que não interfere na vida dos outros, se é pecado ou não cabe à consciência de cada um que deve agir conforme aquilo que acredita. Particularmente vejo no sexo promíscuo forte degradação moral, irresponsável e capaz de despojar o ser humano de sua dignidade e amor próprio. Sexo é para ser feito com amor e amor é responsabilidade e respeito para consigo e para com o outro, menos que isso é insanidade.
Fato é que no momento em que se reacende o debate sobre legalização/facultação do Aborto no Brasil e ao temermos que os novos políticos articulem e aprovem tal, sentimo-nos na obrigação de nos posicionarmos publicamente para dizer que somos terminantemente contra esse absurdo. Não se trata apenas de um posicionamento cristão ou dogmático. É sobretudo, um posicionamento humano e pela vida. Pois ninguém tem o direito a tirar a vida humana.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Bate Papo Cultural com Fábio Aiolfi

Fábio Aiolfi
Fábio Aiolfi nasceu no dia 11 de abril de 1988, na cidade de Aracruz, no estado do Espirito Santo. Começou a carreira como ator em 2005, participando de diversas obras teatrais. Ganhador de 5 prêmios nas áreas de Teatro e Literatura, Aiolfi faz parte da nova geração de artistas. Em 2010 lançou três livros: Entre o Amor e a Fogueira (Romance), O Silêncio do Pensamento (Poesias), Melissa e Roc-roc em busca do Era uma vez... (Teatro). Ainda neste ano se prepara para fazer sua estréia no cinema com o filme “Te amo, Lucas!” onde atua e assina o roteiro. É academico do ABLA (Academia Boituvense de Letras e Artes) ocupante da cadeira nº13. Também representa mundialmente o seu estado, como Cônsul do Poetas Del Mundo. É com essa pessoa dinâmica e carismática que falaremos em nosso Bate Papo Cultural.


Abimael Borges - Fábio, com que idade você começou se interessar por teatro e o que te levou a gostar de arte de modo geral?
Fábio Aiolfi – Desde pequeno eu queria ser artista! Cantava, dançava, interpretava, pintava, escrevia... Mas tudo em forma de brincadeira. Em 2004 comecei a escrever letras de músicas, e mais tarde, poesia. No ano seguinte eu entrei em um curso de teatro e não parei mais. Comecei a escrever espetáculos, romances, pintar telas...

AB - Como você dar vida aos seus personagens no teatro?
FA – No teatro, sempre fiz personagens caricatos, e acredite, meu laboratório eram pessoas de meu convívio (risos). Um trejeito, um bordão usado por pessoas. Arrumava um jeito de mesclar ao personagem. Gosto de estudar o texto, compor de verdade.

AB - Qual a diferença entre escrever e montar seus próprios textos e fazer montagens de textos de outros autores? São experiências distintas até que ponto?
FA – Um texto de uma Maria Clara Machado, não podemos tirar nenhuma vírgula. É aquilo, deve ser seguido. Já os meus sofrem modificação o tempo todo, pois eu estou ali, autorizando os atores a criarem, e ao mesmo tempo estou criando. Muitos acham errado que o texto sofra modificação. Mas a arte é criação o tempo todo. Uma curiosidade, eu não gosto de interpretar personagem que eu mesmo escrevi...

AB- Quais suas influências no mundo teatral?
FA- Gosto muito da Nathália Timberg, suas personagens são maravilhosas, já a vi nos três seguimentos: Teatro, TV e Cinema. É maravilhosa.

Noite de autógrafos
AB - Você é uma das pessoas mais lidas do site Recanto das Letras. Quando você começou a se interessar pela produção literária?
FA – Aos 10 escrevi meu primeiro poema, e minha avó adorou. Mas acabei por deixar esse lado esquecido. Em 2005, foi um ano de transformação, o Fábio para o Fábio Aiolfi (Risos). Li muito Paulo Coelho, Maria Clara Machado e Shakespeare. Três estilos diferentes. Comecei escrevendo infantis, e depois de cinco anos, estou me dedicando a livros e filmes.

AB - Das obras que você já publicou, qual é a mais significativa para você e por quê?
FA – “Entre o amor e a Fogueira” meu primeiro livro. É um romance, em uma história que gosto, em um tempo que adoro. Ele abriu as portas para um novo mundo.

AB- Que portas foram estas?
FA- Primeiramente a porta de minha alma, descobri através deste livro, pessoas, lugares, sentimentos, e agonia. Acho que a porta do conhecimento.


Fábio no papel de Lucas
 AB - Você acaba de escrever e produzir um curta-metragem. Como está sendo a experiência com o filme "Te amo, Lucas"?
FA – Escrever o “Te amo, Lucas!” foi engraçado. Estava em casa em um dos jogos do Brasil na copa de 2010. E do nada surgiu. Apresentei o roteiro a escritora Vilma Belfort, que incentivou-me a produzir. Ele ainda está sendo editado, mas já existe grande expectativa. Acredito que será o primeiro de muitos. É um filme bonito porque fala de amor.

AB- Suas produções literárias sempre falam de amor?
FA- Não sempre. Mas em sua maioria sim. Acho que o amor consegue transformar o mundo. E passar o meu amor por uma obra, é maravilhoso. Confesso que tenho uma queda por histórias românticas.

AB- O que seria a arte?
FA- Reinvenção! Reinvenção da vida, dos nossos sentimentos, da política, por exemplo. Não acho legal um que se diz artista, que só faz arte por fazer... Temos que sentir o nascer da arte, reinventando-nos primeiro, para depois ajudar as pessoas. A arte é a medicina da alma.

AB - Fale-nos dos seus planos futuros. Novos projetos em vista?
FA – O Futuro? Pretendo dedicar-me a promoção do filme, e de meus três livros publicados. Finalizar mais alguns livros, e voltar a produzir novos filmes. Já existem propostas para novos trabalhos cinematográficos, acho que 2011 será um ano de muitas novidades em minha carreira. Espero sempre compartilhar esses momentos com você, e com os seus leitores!

AB- Obrigado por esse bate papo, e muito sucesso na carreira!
FA- Eu que agradeço, por conversar sobre minhas produções com um profissional como você!


Então é isso. Quem quiser conhecer melhor ou entrar em contato com o Fábio Aiolfi visita o blog dele (http://oficialfabioaiolfi.blogspot.com/)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nós, os embriagados pela cultura.

Há tempos esses murmúrios zumbiam. Fervilhavam labaredas de criatividade como fogo ardendo no fundo do palheiro. Há tempos nossos corações ansiavam por ver e ouvir novidades íntimas que se derramassem como bálsamo nos corpos ressequidos pelo causticante sol da incipiência.

Agora surgem com fulgor vívido os filhos de Sátiro Dias, despontando no horizonte uma nova safra de escritores, artistas e leitores desejosos, famintos por cultura.

O amigo Charles reuniu todo mundo num caldeirão místico onde as vibrações criativas contagiavam uns e outros. Quando lá vi música, cinema, literatura, pintura, entre outras construções populares como reprensentantes de blocos, grupos culturais, “lembrei-me” daquela Semana de 22, em São Paulo, que ficou conhecida como Semana de Arte Moderna e revelou grandes talentos artísticos como Tacila do Amaral, Oswasdo de Andrade, Di Cavalcanti entre tantos outros que naqueles dias, revolucionaram a estética cultural do Brasil.

Um marco na cultura brasileira foi a Semana de 22 e um marco na cultura satirodiense foi o 1º Encontro dos Conterrâneos e Amigos de Sátiro Dias. Ficou claro que todo satirodiense tem algo a mostrar, e todos gostam de ver o novo. Esse burburinho de criação já está se refletindo no processo de ensino e aprendizagem do município, pois está dando significado à produção cultural do lugar. Agora todos sabem que no Encontro, reúnem-se as mentes mais brilhantes de Sátiro e claro que todos querem mostrar sua arte.

Bom saber que o filme vai ser visto, que o livro vai ser lido, que o quadro vai ser apreciado, que a música vai ser ouvida e enfim, que o artista terá seu trabalho divulgado, visualizado, compartilhado.

Outra coisa gostosa que aconteceu esses dias (10 e 11/09) foi a Mobilização Cultural em Sátiro Dias, promovida pela mestranda em Crítica Cultural, professora Cristiana Alves, com a participação de inúmeros artistas, professores da UNEB e diversos visitantes, com o objetivo de convocar os talentos artísticos de Sátiro, para o Forum Nacional de Crítica Cultural que acontecerá em novembro e sera realizado pelos pós-graduandos em Crítica Cultura da Universidade Estadual da Bahias – UNEB (Saiba mais em: http://www.forumdecriticacultural.com/ ).

A Mobilização Cultural foi um espaço onde mais uma vez foi possível ver trabalhos artísticos, principalmente literários, dos jovens escritores do junco. Um espaço de debate e proposições que instigou, fez pensar e abriu caminhos para as construções artísticas.

Sim, Sátiro Dias, nos teus poros exalam o perfume e o frescor da criatividade. E nós, teus filhos e apadrinhados, embriagados pela cultura, tomamos deste tão saboroso vinho em nos deleitamos e fazer sempre um pouco mais. Bravo!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Faça aqui tua pesquisa!