quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Luiz Eudes lança Noite de Festa

Luiz Eudes

Luiz Eudes é um escritor premiado no universo cibernético, com textos publicados em sites e jornais, com alguns prêmios na bagagem; participa das antologias Palavras para o Coração, Melhores Contos de Natal, Filhos da Luz,  O que é que a Bahia Tem?, Contos para Viagens, entre outras. É autor do e-bock a Curva e a Montanha, também dos livros de contos A Marcha da Vida em co-autoria com Allan Oliveira, e dos  Os Sabores e os Amores e Noite de Festa.

Vaitsa, Sheila, Luiz e Valdecy
Abimael Borges - Luiz, lançar seu livro no 1º Encontro de Conterrâneos e Amigos de Sátiro Dias, foi gratificante?
Luiz Eudes - Sem dúvidas. Foi um evento de suma importância para a fortificação do movimento cultural satirodiense. E gratificante mesmo foi ver todas aquelas pessoas lá ávidas por presenciar in loco mostras dos artistas da terra. Música, artes plásticas, literatura, mostra de cinema. Foi muito legal.

AB - Seu livro, Noite de Festa, é uma coletânea de contos que ocorrem em Sátiro Dias, o velho Junco ainda lhe é uma fonte de inspiração?
LE - O Junco é o meu lugar. Imaginário sim, é verdade e que vem se tornando real. Real até demais. O junco somos nós, eu e você, paisagem na janela, tempos idos e vividos embora sempre presente na esperança de um futuro, ainda que próximo ou não, melhor do que o presente que está muito bom.

AB - Ainda é muito pouco o gosto pela literatura por parte da maioria das pessoas no Brasil. É um desafio muito grande escrever dentro da perspectiva de ser pouco lido?
LE - É verdade. Em referência a Argentina e Chile nós estamos muito aquém. Entretanto tenho observado o surgimento de uma nova safra de leitores, principalmente entre jovens. Meus textos tem sido muito lidos por adolescentes e jovens nos sites. Recebo e-mails de pessoas de todo o país tecendo comentários e sempre positivos. O livro Noite de Festa tem sido bem aceito. Não é o que eu desejo para literatura mas está crescente o hábito da leitura. É preciso levar em consideração que é dificil concorrer com a internet, a TV e o rádio.

AB - Como surgiu a ideia de escrever Noite de Festa e o que você pretende transmitir na essência do mesmo?
LE - Rapaz, estes contos vem me perseguindo há algum tempo. Tenho publicado em sites e jornais. Ganhei alguns prêmios, participei de antologias e enfim pude fazer uma tarde de autografos bonita junto com os leitores da minha terra em um encontro de satirodienses.

AB - O que você tem a dizer sobre a nova safra de escritores satirodiense?
LE - Sátiro Dias é um celeiro de artistas. Cara, é impressionante a quantidade de pessoas que escrevem aqui e bem. Eu gosto particularmente dos textos de Cristiane Alves e dos poemas de Abimael Borges. Mas há muita gente boa por aqui. Penso em organizar uma antologia com os escritores satirodienses.

AB - Fale-nos dos seus planos futuros como escritor.
LE - Ler bastante. Algumas pessoas me questionam a respeito de inspirações, não as tenho, porém busco inspiração nos meus amigos Antonio Torres e Aleilton Fonsêca, excelentes escritores e melhores ainda como amigos. E vou continuar a escrever sempre. Estou com um novo livro de contos em andamento, trabalhando para o próximo encontro de satirodienses. E estou também tentando escrever um romance. Espero ter leitores para estes livros e que gostem tanto do que eu escrevo como eu de escrever.

Abimael Borges e Luiz Eudes

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Abimael Borges no 1º Encontro de Conterrâneos e Amigos de Sátiro Dias

Sábado, dia 21/08, participei do 1º Encotro de Conterrâneos e Amigos de Sátiro Dias, que ocorreu no Empório Arvoredo, em Salvador. Uma iniciativa do amigo Charles, que brilhantemente levou a sério o desafio de realizar esse encontro.
Lá estiveram presente as principais figuras da pequena cidade do Junco, tanto do cenário político quanto do cultural. Admiravel foi a empatia e a imparcialidade dos presentes, já que é costume (precário e retrogrado) em alguns momentos se manter a divisória política nesse região. Que bom. É um passo em direção ao fim do radicalismo e intolerância pseudo-política que vem reinado há tempos. A festa fez jus ao seu propósito: INTEGRAÇÃO.
Entre as figuras devo destacar a primeira dama Vaítsa Cardoso, os empresários Antônio Carlos, Marivaldo Alves, o ex-prefeito Robério, os escritores Luiz Eudes e Cristiana Alves, os artistas plásticos Paulo, Neto Torres e a artísta plastica mirim, Sarah Catherine, revelação do evento, o realizador do projeto Por Trás das Lentes, Herval Santanta, o cantor Messias,  entre outros.


Dia 21 foi meu aniversário, os parabéns não podiam faltar:

Enfim, foi um dia e um evento muito legal.

Até

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pela cultura da paz em Sátiro Dias

Apenas para dar um desfecho às constantes notícias de violência, e a aparente imobilidade do poder público, venho transcrever matéria do amigo Hebert Souza, assessor de comunicação da prefeitura de Sátiro Dias, que dá conta das iniciativas tomadas pelo gestor público Dr. Joaquim Neto, no que diz respeito à construção de uma cultura de paz.
É lamentavel que iniciativas como essas tenham que vir a custo de dor e terrorismo, pois é sabido que onde há mente vazia há efetivo trabalho malígno para procriação de sinistros, congregação de malfeitores e estímulo ao horror. O que estamos experimentando agora é fruto de longos anos de omissão e descaso. Quando nossas crianças saem da escola, para onde vão? O que fazem com o tempo livre que tem?
A cultura da violência é hoje difundida pelos meios de comunicação de massa, que banalizam o crime e tentam tornar natural a prática de crimes. Na tv é possível vê desde o Pica-pau ensinando perversidades até show de horror e baixaria. Na música as crianças crescem "atirando o pau no gato" e seguem ouvindo e cantando o pagode-lixo baiano ordenando "descer porrada". Por aculturação vai se tornando natural a violência e, como eu já disse em outra matéria, a ignorância prevalece enquanto a descência morre.
É impossível não perceber que nossas crianças e jovens estão vulneráveis e em grave risco social. Já se disse que "o essencial é invisivel aos olhos", eu digo que somos nós que não queremos enchergar: jovens precisam praticar esporte, precisam ter espaços de lazer e aprendizagem, precisam de iniciativas que desenvolvam seu potencial, descubra e valorize seus talentos; cultura não é mera diversão, cultura é socialização, é inclusão, é profissionalização; esporte não é mera diversão, é desenvolvimento da auto-estima, é oportunidade de progresso. Cultura e esporte fazem parte da essência humana, é um dos direitos fundamentais assim como é  a educação, a saúde, a segurança, a liberdade, a própria vida. Será impossível preparar nossos jovens para a vida se continuarmos tratando a cultura e o esporte como ações de terceiro plano. E não adianta apenas ações pontuais ou únicamente de cunho repressivo, o aumento de efetivo policial, viatura nova, blitz, desarmamento, só irá dar resultados se for associado a ações de educação, pois violência se cultiva na cabeça dos indivíduos para os quias não é dada outra auternativa de vida. Se queremos enfrentar a violência de fato, teremos que dar às nossa crianças e jovens os meios sociais acentáveis tais como prática de esportes, oportunidade de emprego e renda, desenvolvimento de talentos artíticos, volorização integral do ser humano.

O prefeito Joaquim Neto está no caminho certo, não poderá esquecer que a sociedade de amanhã refletirá nossas ações de hoje, tal como hoje sofremos a omissão de outrora.

Veja a baixo vídeo do amigo Hebert Souza, e confira a matéria completa no Portal Sátiro Dias.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Assalto ao Banco do Brasil em Sátiro Dias - BA

Homens fortemente armdos assaltaram o Banco do Brasil de Sátiro Dias, por volta das 10h30 desta quarta-feira (4).

Os bandidos trocaram tiros com polícia e fizeram os clientes como escudos e alguns foram feridos com estilhaços de vidro e balas durante o tiroteio. Felizmente ninguém ficou em estado grave.

Mas o sargento da Polícia Militar, Robson Pereira, foi baleado e a viatura ficou cheia de furos de bala. O gerente e um guarda do banco também foram feitos reféns. Todos foram liberados alguns minutos depois.

O policial militar baleado foi levado em estado grave para o Hospital Dantas Bião, em Alagoinhas, e depois transferido para Salvador. Ele não corre risco de morrer.

Os assaltantes fugiram em uma caminhonete branca, que foi abandonada e queimada na zona rural da cidade minutos depois.

As cenas a seguir foram feitas pelo cineasta Abimael Borges, que trabalhava no momento do sinistro.



ATENÇÃO: O TEXTO A SEGUIR FOI ESCRITO NO EXATO MOMENTO EM QUE OUVÍAMOS OS TIROS. É UM TEXTO QUE NARRA O FLUXO DOS ACONTECIMENTOS. PUBLICAMOS O TEXTO NA ÍNTEGRA PARA CONSERVAR TODA SUA ORIGINALIDADE. ALGUNS PERCALSOS DA LÍNGUA SE DEVE AO EXTREMO ESTADO DE TENSÃO DOS PRESENTES E DA ESCRITORA CRISTIANA ALVES NESSE TENSO MOMENTO.

Querido!

" A vida permanece em mim, e eu nela; o amor permanece em mim e eu nele..."

Se estiver lendo... ora reza pensa em coisas positivas, tem um assalto em frente ao lugar que trabalho... estou com medo de alguém sair ferido... muitos tiros... reféns... Estou trancada no laboratoria... tem muita gente lá fora... Não tenho nooticias de acontecimentos... vou ficar bem , mas temo por quem não esta dentro do colégio... Há reféns no banco não sei quem são. Por favor perdoi-me de ficar te escrevendo agora , mas é que preciso me manter calma a unoica forma é escrevendo. Sei quue há violência em todos os lugares mas assunsta ve perto de nós.

Eu não diferencio tiros de bombas, pensei que eram fogos dentro da sala. Os alunos estão contidos embora nervosos. Quem está no colégio está protegido. Liguei para minha casa estão quase todos em casa... Não sei onde está meu pai, mas acredito que ele esteja na fazendo...

Estou aqui, mas fico preocupada com quem pode esta ferido.... Não consigo parar de escrever... Sinto paz em pensar em ti... sinto vontade de chorar também, mas nãO POSSO TEM ADOLESCENTES ESPERANDO QUE EU SEJA FORTE E NÃO CHORE... Fico pensando o quanto somos impotentes, o quanto o que fazemos não resolve, precisamos de ações sociais mais efetiva, m,as ignoramos as diferenças sociais.

Esta era uma cidade na qual se podia dormir com as janelas abertas, as portas e varandas não precisavam de feichadura, hoje transformam-se em presídio, estou trancada num, sair ou ficar és a questão, melhor ficar presa, por traz das grades de um colégio lugar de liberdade, como se fosse um presidio e esperar que os tiros nesta floresta da violência não atingam aqueles que nela percorres entre ruas de calçadas que se transformam em selvas do animais que são considerados civilizados.

pessoas que parecem iguais, não sei onde se desviam do humano, uns reféns de armas ouitros refeéns sociais, não sei o que se pode passa na cabeça das péssoas escrevo de fluxo, não sei mo que penso ou o que sinto neste momento.

Tenho informações que lá fora os tiros cessaram, a bordo de uma carro estão pessoas, semelhantes iguais, uns com armas na mão otros com a vida pos um fil, todos vivendioo num carrocel que não para de girar todos vivcendo um mundo que há pouco parecia irreal...

Quando minha vida cessar que ela se vá escrita com algo que remeta paz, não gosto de chorar çlagrias sobre palavras, não gosto de ver o lugar em que cresci transformado numa selva em que aniomais como eu, são predadores de homens...

Projetios por todo lado, vidros quebrados as pessoas falamam al meu redor eu não consigo deixar este teclado, estou paralizada em frente a uma tela de computador, sinto vontade de chorar não choro com lagrimas mas com palavras que slatam da minha mente em fluxxo, não escrevo com nexo, faço uma carta a alguém especiAL, CONFIRO SE MINHA FAMÍLIA ESTA EM CASA, QUANDO EU ME DESPEDIR DA VIDA NÃO QUERO IR COM MAGOAS, QUERO TER A CERTEZA DE QUE AMEI E FUIA AMADA DE DIFERENTES FORMAS, AOS MEU AMAIGOS nenuma saudade apenas a certeza de que vivi e fui feliz ao lado deles. É dificil ver a possibilidade de morrer em um mituto, penso que se eu estivesse lá fora correria riscos...n ão sei o que acontece... ERspero que não tenha,m feridos,penso que em pouco tempo o que escrevo estara noliciado de outra forma em jornais, falando de vítiamas e assacinos, ladrões, enteretanto neste momento eu so penso em pessoas...

Porque a vida tyem que se esvair, porque a necessidade de assaltos, porque ferir, machucar, tirar vida... a criminalidade cresce o uso de drogas também com ele o trafico, pessoas morrem e dizem que vão fecham o foram...

estamos onde terra de ninguém... Agora preciuso ir ter noticias do mundo lá de fora...

Estou bem acabou este capitilo do pesadelo chuva de tiros, assalto a banco... mas há reféns ainda não sei quem são.


Ficarei bem, tentarei chorar com lágrimas quando chegar em meu quarto ou num banheiro escuro, não quero guardar este sentimento que me aperta o peito, quero na próxima escritura te falar de amor, de um poema ou um sonho bonito, quero uma " Poesia lírica", quero as notas de uma canção, quero dar e receber carinho e proteção, não quero falar de tiros, não quero ver corpos feridos, nem almas dilaceradas, quero uma canção mais bonita. Se eu tivesse partido hoje minhas últimas palavras teriam sido para você.

Quero escrever belas canções para os poemas vivos do meu viver, não um lamento ou canto de dor, por isso continuarei a escrever sempre coisa que desejo viver, mas não estou afastada da realidade, não sou cega vejo o mundo lá fora, as na partitura da sinfonia de tiros não vejo harmonia alguma.

Não esquece vale cada instante em que estamos juntos, vale a vida, vale os sonhos... vale cada coisa que eu, você, as pessoas que conhecemos, filhos, irmãos, amigos, amores, pais, pessoas próximas, pessoas distantes nos proporcionaram de vida. Façamos uma valar a vida...


Beijos!


Cris

Desculpe-me os deslizes na gramatica neste momento escro o que sinto sem tempo para revisão viver é como escrever este texto um rascunho sem revisão.

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