quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Brasil vai patrulhar fronteiras com aviões não tripulados

Foto 01: VANT RQ-450 Hermes - Israelense

      Os megaeventos que estão por vir (Copa em 2014 e Olimpíadas em 2016) geram uma preocupação maior com a segurança do país e dos seus visitantes. O Brasil é um país com quase 16.500 km de fronteiras com 10 países na América Latina: Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O contingente de militares vigiando essas fronteiras, historicamente, foi muito pequeno, dando ensejo ao constante contrabando e a entrada de drogas, armas, imigrantes irregulares entre outros problemas sérios e, aliado a isso, a concentração de grandes multidões também geram preocupações.
    Uma forma de combate a esses problemas pode ser a utilização de aeronaves remotamente pilotadas ou VANT – Veículo Aéreo não Tripulado, que podem ser utilizados tanto na esfera militar quanto na civil. As ARP são capazes de patrulhar centenas de quilômetros em um curto espaço de tempo, fotografando, filmando e detectando, à distância, qualquer atividade suspeita, seja dia ou noite, sob a copa de árvores, no solo, na água ou no ar. São difíceis de serem vistas no ar ou ouvidas na terra, pois podem voar a mais de 5.500 metros de altitude. Elas podem ainda, em megaeventos como a Copa e as Olimpíadas, patrulhar as multidões buscando detectar motins e garantindo a segurança das pessoas.
     A Força Aérea Brasileira sempre teve o sonho de produzir a tecnologia e fabricar os aviões não tripulados aqui no país. Desde 2010 a FAB utiliza dois VANTs fabricada pela Elbit Systems de Israel, o modelo VANT RQ-450 Hermes (foto 1), empregadas principalmente na missão de patrulhar fronteiras. Recentemente as aeronaves foram decisivas na Operação Ágata 1 (agosto de 2011) que monitorou e deu apoio aos caças da FAB na destruição de pistas de pouso clandestinas na Amazônia e também foram utilizadas na Rio+20 onde essas aeronaves transmitiram imagens do evento em tempo real para uma central de comando que cuidava da segurança durante o evento.
Foto 02: ARP Brasileira - Projeto Falcão
     Essa dependência tecnológica esta prestes a terminar. Uma parceria formada pela Embraer Defesa e Segurança e a AEL Sistemas S.A. agora inclui a Avibras Divisão Aérea e Naval, com a finalidade de desenvolver em conjunto o projeto Falcão - aeronave remotamente pilotada (ARP) do Brasil (foto 2). “A sinergia das competências técnicas e industriais das três associadas da Harpia, somada ao legado de alto conteúdo tecnológico nacional do Projeto Falcão, resultarão em uma solução de ARP (Aeronave Remotamente Pilotada) de alta competitividade no Brasil e no Exterior”, disse Sami Hassuani, presidente da Avibras.

Fontes: Agência Força Aérea, Avibrás.

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