sábado, 13 de setembro de 2014

Revista Forbes aponta cinco razões para o Brasil não eleger Dilma Rousseff

Revista destacou a melhora em alguns pontos, como redução da pobreza, mas afirma também que esta evolução não ocorreu por causa de Dilma

Apesar de reconhecer alguns avanços do governo Dilma Rousseff, a revista americana Forbes não poupou a candidata à reeleição de duras criticas, ressaltando até que os avanços conquistados não são mérito dela. Dito isso, o colunista da publicação Andreson Antunes elencou 5 motivos para que, em outubro, os brasileiros não reelejam a petista.

A matéria resume o passado recente do Brasil, falando um pouco da trajetória de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva na presidência, mas afirma que com a entrada de Dilma, o País "passou da efervescência para a melancolia". Antunes ainda lembra que recentemente o Brasil entrou em recessão técnica e diz que os recentes escândalos com a Petrobras e a dificuldade de controlar a inflação estão entre as razões para que ela não continue no poder.

O colunista até destaca que o Brasil, nos últimos 20 anos, passou por uma “transformação social e econômica”, que levou a retirada de “dezenas de milhares de pessoas da extrema pobreza”, além de alcançar o sétimo lugar entre as maiores economias do mundo. Mas logo depois, ele destaca que todas essas conquistas foram por causa de FHC e Lula, e não Dilma. Veja abaixo os 5 motivos listados pela Forbes para Dilma não ser reeleita:

1 - O Brasil não cresceu como poderia e deveria durante o governo Dilma

De acordo com a matéria, o Brasil registrou uma taxa de crescimento de 7,5% em 2010 - último ano de Lula como presidente -, sendo que o País era uma dos maiores exportadores de produtos manufaturados e agrícolas, além de minério de ferro. Mas este cenário nunca mais foi visto. Pelo contrário, o Brasil andou para trás e hoje está em recessão.

Além disso, Antunes lembra que nem a Copa do Mundo conseguiu ajudar a economia no segundo trimestre e que, mesmo que Dilma diga que a culpa do fraco crescimento seja da crise internacional, os números provam que ela está errada. "Esta será a primeira vez em 20 anos que o Brasil é deixado para trás comendo a poeira de seus vizinhos”, afirma.

“É a primeira vez em cinco anos que a economia retraiu”, escreveu o colunista. “Até o fim de seu mandato neste ano, o crescimento do Brasil sob o comando de [Dilma] Rousseff é esperado que seja dois pontos percentuais menor do que o crescimento médio da América Latina entre 2010 e 2014", conclui.

2 - Maior empresa estatal do País, a Petrobras está sendo seriamente prejudicada por Dilma

Antunes explica a história da Petrobras e principalmente o lema do PT para a exploração da companhia, com "O Petróleo é Nosso". Ele lembra que em 1997, a estatal ganhou uma nova força quando FHC acabou com o monopólio da estatal e abriu o capital da empresa para investimento privado. Dez anos depois, a petrolífera descobriu o pré-sal, o que seria uma prova de que “Deus é realmente brasileiro”, citando uma afirmação do ex-presidente Lula.

Enquanto isso, sob o governo petista, a estatal tem enfrentado diversos escândalos, mais recentemente com o caso da Refinaria de Pasadena e a delação do ex-diretor da companhia, Paulo Roberto da Costa. Além das investigações, o colunista também destaca que o valor de mercado da companhia caiu de US$ 190 bilhões para US$ 119 bilhões em quatro anos, criticando ainda o uso da estatal para controlar a inflação, segurando reajustes nos preços de combustíveis e agregados.

Por fim, ele destaca que "a ironia neste caso está na única solução lógica para o imbróglio da Petrobras", que foi sugerido pelo "mais improvável dos candidatos presidenciais", o membro do PSC, o Pastor Everaldo. "Se eu ganhar, a Petrobras será privatizada. É a única maneira de acabar com a corrupção existe e de dentro da empresa ", disse o candidato durante uma entrevista na TV Globo.

3 - A abordagem de Dilma para manter a inflação alta, a fim de manter empregos, é questionável

Um consenso dos analistas é que inflação e desemprego baixo funcionam quando há crescimento econômico, diz o colunista. No Brasil, a inflação tem piorado pelo fato de que nos últimos anos os salários têm aumentado em um ritmo constante, enquanto o lucro das empresas seguem com forte queda.

“Para Dilma, a solução seria elevar os juros, apertar a política fiscal e permitir que os preços se ajustem, acelerando a inflação antes que a situação se normalize. Isso não é uma tarefa fácil, já que o consumo representa a maior parte da economia do País, com 63%”, diz Antunes. Por outro lado, ele destaca que Dilma não tomará essas medidas, já que seria atípico para um “governo populista”.

4 - Dívida Pública do Brasil continua crescendo, e as economias nacionais ainda estão baixas

O colunista lembra que a dívida pública está relativamente baixa – cerca de 35% do PIB -, mas que esse valor tem crescido constantemente. “O orçamento federal está constantemente em déficit, e a Dilma se comprometeu a cumprir uma meta de superávit primário de 1,9% do PIB neste ano e 2% no próximo ano, se reeleita", destaca.

Antunes ressalta que, nos primeiros seis meses do ano, o superávit primário atingiu R$ 29,4 bilhões, o menor valor da história. Ele ainda ressalta o fato de que o governo de Dilma Rousseff tem um total de 39 ministérios para ajudá-la, mas que muitos não têm nenhuma função significativa. Por outro lado, o colunista lembra que Aécio Neves e Marina Silva já teriam afirmado que vão reduzir pela metade o número de ministérios.

5 - Dilma não promoveu as reformas necessárias para tornar a vida das pessoas, especialmente os pobres, melhor

"O PT se autoproclama como o partido que tem a missão de defender os pobres e os socialmente excluídos. As reformas necessárias para isso, no entanto, não têm acontecido no governo Dilma", diz o colunista. Ele ressalta que o Brasil, além de não estar mais crescendo como deveria, reduziu sua distribuição de renda.

"Dilma não parece ter feito a lição de casa. De acordo com uma pesquisa de 2012, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a desigualdade de renda no Brasil cresceu continuamente desde 2002", destacou o colunista.

"Dilma já sinalizou que vai mudar sua equipe econômica, caso as vença as eleições de outubro. O sentimento, no entanto, é que o tempo de fazer promessas ficou para trás", diz Antunes. "Não há dúvida sobre a importância de Dilma para o Brasil, como a primeira mulher que ganhou uma eleição, se tornando presidente anos depois de ter sido torturado pela ditadura por suas atividades de esquerda na década de 1970. Mas os políticos, especialmente aqueles eleitos para cargos públicos, devem ser avaliados pelas obras que realizam e pela forma como suas ações afetarão positivamente a maioria das pessoas, e não pelo que dizem ou querem", conclui o colunista.

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