sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O fracasso do Estado de Bem-Estar Social

ESCRITO POR THIAGO CORTÊS
A política moderna está saturada de mitos. E de idiotas que acreditam neles.
Idiota, aqui, no sentido (grego) clássico do termo.
Na sua face mais medíocre, a política moderna virou enredo de filme da Walt Disney. Existem heróis e vilões, o bem e o mal, e milhões de soluções mágicas para tudo.
Hoje o debate político é definido nos seguintes termos: “caras bonzinhos” tentando salvar o mundo contra “caras maus” que visam apenas o lucro.
Ainda hoje tem gente que acha que só “caras maus” se opõem ao Estado de Bem-Estar Social, um modelo econômico paternalista no qual, basicamente, alguns cidadãos vivem sustentados por outros, que trabalham e pagam impostos.
É claro, ele é defendido com uma argumentação mais sofisticada.  Um modelo econômico que visa o bem-estar geral da população, tributando mais (alguns) para distribuir mais (para muitos). Quem tem mais divide com quem tem menos.
Apenas gente sem coração seria contra esse modelo tão bonito, certo?
Só existe um problema: o Estado de Bem-Estar Social não funciona. Reportagem da Folha de S. Paulo comprova que a Escola Austríaca de economia sempre esteve correta na sua crítica sobre os resultados desastrosos da intervenção estatal.
Diz um trecho da reportagem:
Conhecida por ser um dos países mais igualitários do mundo, a Suécia teve sua paisagem social alterada nos últimos anos pelo crescimento no número de mendigos.
O frio não impede que pessoas passem dia e noite nas ruas implorando por ajuda.
“É vergonhoso mendigar, mas não temos alternativa. Se conseguíssemos emprego, trabalharíamos como pessoas normais”, diz Andreea (nome fictício), da Romênia, que mora com o marido em um carro abandonado.
A Suécia é sempre citada pelos devotos de mitos políticos como um exemplo. Mas, aos poucos, os fatos estão deixando claro que se trata de um péssimo exemplo.
O Estado de Bem-Estar Social nada mais é do que socialismo mitigado. Em ambos os casos temos uma minoria se servindo de uma maioria.
É claro que, ao longo prazo, isso é um suicídio econômico e social: em algum momento a minoria se torna a maioria e a conta não fecha.
Falamos de países ricos, mas alguma hora a riqueza deixa de ser suficiente pra sustentar a multidão que não trabalha ou produz, mas exige direitos.
E não dá pra argumentar que somos obrigados a isso por causa da “caridade cristã”. Isso sequer é um argumento. É apenas um apelo emocional, um slogan.
A caridade pressupõe um ato voluntário, que pode ou não ser regular. Para manter um Estado de Bem-Estar Social, pelo contrário, é preciso obrigar uma parcela da população a trabalhar para sustentar a outra.
A reportagem da Folha revela outro problema econômico-social que surge em países que oferecem almoço grátis pra todo mundo.
Segundo autoridades suecas, a maioria das pessoas que mendigam nas ruas do país vem de países do Leste Europeu, como Romênia e Bulgária.
É o cenário esperado quando se assume que o governo deve bancar a todos. Os pagadores de impostos da Suécia agora devem sustentar imigrantes do Leste Europeu?
É a grande questão que divide os suíços atualmente:
A mendicância se tornou um tema controverso no país. “Como membros da UE, temos a responsabilidade de garantir que ciganos da Romênia também tenham a possibilidade de se integrar à sociedade. Também já tivemos ciganos suecos em situação vulnerável”, disse Jens Orback, do partido Social Democrata, em julho, em debate sobre o tema.
A legenda de Orback venceu as eleições parlamentares do último dia 14, tirando do poder a Aliança pela Suécia, de centro-direita.
Richard Jomshof, do nacionalista Democratas Suecos, discorda: “Somos primeiramente responsáveis por nossos próprios cidadãos. Essas pessoas devem ser levadas de volta a seus países”. Em 2011, seu partido enviou ao Parlamento um projeto de lei para proibir a mendicância.
Claro, nada contra imigrantes. O problema é a manutenção de um modelo econômico paternalista que obriga uma parcela da população a trabalhar e produzir para sustentar os demais, inclusive, aqueles que vierem de outros países.
É suicídio econômico, mas não apenas isso. O Estado de Bem-Estar Social é uma política imoral que destrói a capacidade de autonomia dos indivíduos e das famílias.
Isso é uma fato não apenas na Suécia, mas em todos os países nos quais existe esse socialismo conta-gotas.
Não é por acaso que há ingleses na faixa entre os 30 e 40 anos que jamais trabalharam na vida; é claro muitos deles vivem em passeatas exigindo novos direitos.
O que é de graça nunca é o bastante. É a causa do fracasso do Estado de Bem-Estar Social.

Publicado no Gospel Mais.

Thiago Cortês é jornalista.

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