segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Olhe para dentro e de fora!

Todo novo ano se inicia com pessoas cheias de desejos de mudança, com vontade de fazer diferente tudo o que fez e se enchendo de esperanças quanto aos dias que virão. Mas geralmente nada passa de palavras e pensamentos passageiros. O que fica de toda reflexão é o que realmente somos. A essência de cada um de nós jamais nos deixará. Assim, é preciso mudar a forma como percebemos o mundo para nos tornarmos melhores e fazermos com que as coisas aconteçam de modo a nos trazer as novidades que desejamos todo início de um novo ano.


Certamente você já fez essa reflexão no final de um ano. Analisou os pontos positivos e negativos de tudo que lhe aconteceu. Prometeu para si mesmo fazer ajustes, mudanças necessárias a uma nova vida. Talvez tenha até mudado o penteado, o corte de cabelo, comprado uma roupa diferente, ouvido outros estilos musicais, entrado em um novo curso ou feito outras coisas que lhe proporcionasse um prazer diferente ou lhe rendesse um olhar diferente do que as pessoas estão acostumadas a fazer. Talvez de fato você tenha mudado e iniciado este novo ano recebendo novos elogios, conhecendo pessoas novas, expandindo seu potencial. Mas o ano será longo e talvez você acabe voltando a ser quem era antes, pois mudanças superficiais são insustentáveis em longo prazo.

Nós fazemos tudo isso e muito mais com um único propósito: a busca pela felicidade. Todas as mudanças que pretendemos tem, no fundo, o objetivo de nos tornar mais felizes e mais satisfeitos com o que temos e o que somos. Entretanto quando fazemos essas tomadas de decisões não levamos em conta a superficialidade de nossas atitudes. Assim como uma árvore sem raízes cairá com o menor dos ventos, cairá nossa ilusão de mudanças.

Para efetivarmos mudanças reais em nossas vidas, precisamos em primeiro lugar olhar para dentro de nós mesmos, pois é de lá que vem toda nossa forma de ver o que estar ao nosso redor. Em segundo, é preciso ver o mundo do lado de fora, não como membros dele, mas como espectador. Num exemplo rústico, mas claro, diria que esse olhar de fora é como ser um membro do programa BigBrodher Brasil, da rede globo, mas estar fora da casa e vendo tudo o que acontece lá dentro. É um olhar neutro e analítico que nos dá a dimensão das coisas fazendo com que consigamos enxergar quão pequenos são os nossos problemas diante dos problemas da humanidade e como pequenos movimentos e simples atitudes são capazes de tornar tudo diferente ao nosso redor. A mudança eficaz é aquela que parte de dentro de nós e nos faz enxergar o mundo de forma ampla e crítica.

E por fim, parar de buscar a felicidade além de si mesmo. Não há felicidade além dos muros de nosso coração. O mundo será colorido se o vermos assim ou será desbotado se o olharmos assim. Nada será diferente daquilo que fizermos ser.

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