sábado, 14 de maio de 2016

Cultura sem Ministério é possível?

Por Abimael Borges

Uma das primeiras atitudes do Governo de Michel Temer foi incorporar o Ministério da Cultura (MinC) à pasta da Educação. Essa atitude gerou reação imediata de alguns artistas que pedem a Temer o retorno do MinC. Mas, diante disso, cabe refletir: é possível que se faça cultura sem um Ministério?

As pessoas que estão acostumadas com a existência de um Ministério dedicado à cultura, não precisa se preocupar, pois as ações do antigo MinC não serão enterradas pelo fato de deixar de existir um órgão público com status de ministério. A organização dos setores culturais continuará sendo feita através de uma Secretaria Nacional de Cultura ligada ou não ao Ministério da Cultura ou diretamente ao Gabinete do Governo, mas haverá sim uma atenção do governo Temer à cultura.

A extinção do MinC tem grande relevância para o Brasil, primeiro por estarmos vivendo uma crise econômica muito acentuada, o que pode fazer com que o país economize e encontre o caminho do equilíbrio fiscal. Isso quer dizer que em um futuro próximo, com as contas equilibradas, o próximo governo poderá, se o desejar, recriar o Ministério da Cultura.

Outro bom motivo para a extinção, ainda que temporária, do MinC, é a retomada de um modelo de cultura que valorize o potencial de cada indivíduo e não as escolhas ideológicas ou políticas do mesmo. É de conhecimento notório que o MinC, durante os 13 anos do governo petista, tem servido como reduto de doutrinação esquerdista e ideologia marxista. Estas ideologias foram responsáveis pelo empobrecimento da cultura nacional.

A arte é um produto cultural e como tal, sua demanda não precisa ser criada por um ministério. O patrocínio público de produções artísticas “menos valorizadas” pela sociedade consumidora de arte, é imoral. Não é certo obrigar a sociedade a pagar por aquilo que ela não deseja consumir. Quando a arte é de boa qualidade, a procura por ela é espontânea.

O papel do governo não é patrocinar produtos, mas capacitar a mão de obra cultural e dar liberdade para que os talentosos conquistem seu público. Muitos bons artistas brasileiros foram relegados ao ostracismo pelo fato de não fazer o jogo do petismo, durante esses 13 anos do PT no poder. Talento nunca foi critério de seleção de projetos no extinto MinC, pois mesmo que tivesse talento e fizesse arte de qualidade, só tinha projeto aprovado se defendesse o PT.

Esse estigma deve ser combatido juntamente com a suposta necessidade de um Ministério dedicado à cultura.

Olha o que disse o ator Sandro Rocha (Major Rocha do filme Tropa de Elite), em sua página no Facebook: 
“Sobre o fim do Ministério da Cultura, como artista posso falar : já foi tarde !! Só serviu para contribuir com inúmeras MAMATAS de 6 ou 7 !! Para se conseguir aprovar um projeto ou se conhece alguém ou tem que pagar PROPINA !! Eu mesmo desisti várias vezes !! Uma ilusão !! Uma farsa !! Não vai fazer falta e vai ajudar a economizar para o BRASIL !! Quem está gritando é quem comia desta fonte !! ACABOU !! Quer ganhar dinheiro ? VAI TRABALHAR VAGABUNDO !!”
Nesses últimos 13 anos, a esquerda acabou com a alta cultura, destruiu o que restava do interesse do brasileiro por arte de excelência, patrocinou o que não tinha qualquer valor cultural, investiu em quem não tinha talento e criou uma rede de “protegidos” e “beneficiários” permanentes que, em vez de artistas, produziam obras culturais de baixo nível e recheada de ideologia política.

As pessoas precisam entender que artista que só consegue desenvolver sua arte dependendo do Estado, não é artista. O Governo Temer começou bem ao extinguir o MinC e não deve ceder às pressões dos velhos apadrinhados do PT. Fazer cultura é algo tão natural quanto viver intesamente, pois é da essência humana o ato de criar e inovar.


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