terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pablo Catatumbo, das FARC: um sanguinário depravado sexual

ESCRITO POR CEL. LUIS ALBERTO VILLAMARÍN PULIDO 
Quando o terrorista Jorge Torres Victoria, vulgo Pablo Catatumbo apareceu em Havana, passado de quilos como conseqüência da vida mole que leva no Valle del Cauca e com o descarado discurso de ser pacifista, intelectual, historiador e até humanista, segundo disseram os superficiais jornalistas que cobrem a informação da farsa de Santos, ninguém publicou nem pôs atenção ao estarrecedor prontuário criminal deste bandido calenho [1] que foi freqüentador de Pablo Escobar, membro do M-19, delinqüente de bairro e um dos cabeças mais sanguinários das FARC com perversa inclinação à pedofilia, o sicariato, o narco-tráfico e o seqüestro. O mais comovedor que rumorejaram os jornalistas é que este assassino em série estava doente de câncer e os médicos cubanos o atenderiam.
O testemunho da desmobilizada Marisela Narváez, ex-integrante das Frentes 43, 26 e 27 das FARC é claro e contundente, e deveria ser tema de profunda análise na mesa de conversações em Cuba, pois os crimes e as atrocidades ordenadas pelos capos do cartel das FARC são demasiadas e não podem ficar na tropical proposta do Promotor Montealegre, segundo o qual os bandidos farianos não pagariam um só dia de cárcere, senão que fariam trabalhos comunitários para um “esquecer e começar de novo”.
Em contraste, a Colômbia inteira quer que cada integrante da justiça cumpra com o dever para o qual foi nomeado, que investigue e acuse ante os juízes correspondentes criminosos como Catatumbo, para que paguem por condutas delitivas aberrantes como a seguinte:

Marisela Martínez Narváez, vulgo Nancy, uma bonita loura de pele cor de canela e olhos cor de mel, foi até o inferno e voltou durante vários anos de sua vida.
Não cabe outra definição para descrever as vivências desta jovem bogotana, nascida em um lar rico no bairro Rionegro da capital da república, criada com todas as comodidades da vida moderna e educada em um colégio dirigido por religiosas, até quando por azar da vida terminou enrolada nas FARC, com a idade de 13 anos.
O pai e a mãe de Marisela se separaram quando ela tinha apenas seis anos de idade. Por acordo mútuo, decidiram que a menina ficaria vivendo com o pai na casa do bairro Rionegro, porque a mãe foi para Medellín viver com seu amante.
O pai de Marisela comercializava com esmeraldas, negócio do qual obtinha suculentos rendimentos. Seu comportamento licencioso e as prolongadas ausências como chefe da casa incidiram na personalidade perturbada de sua filha, que cresceu ao lado de diferentes empregadas domésticas, portanto, nunca teve nem carinho nem orientação de seus pais.
Quando Marisela completou 11 anos entrou para o sétimo ano, porém já era um estorvo para seu pai que quase diariamente levava prostitutas e amantes ocasionais para casa, e a filha que recebia formação religiosa lhe reclamava que não fizesse aquilo.
O comerciante de esmeraldas optou por enviá-la para viver com os padrinhos de batismo no bairro El Campín. A madrinha sentia inveja porque Marisela estudava num colégio melhor que o de suas filhas, complexo que exteriorizava ao lhe diminuir a porção de alimentos, lhe limitava as saídas à rua, não lhe entregava os dinheiros que seu pai lhe enviava, e para completar a desdita, o padrinho tentou violentá-la várias vezes.
O triste e desafortunado para ela era que não tinha ninguém a quem contar seus sofrimentos, ou em quem confiar seus segredos. Sua vida já era um inferno e ela não sabia que ia cair em outro pior.
Quando Marisela terminou o nono ano, falava e escrevia o idioma inglês com fluência, virtude que desatou ainda mais invejas em sua madrinha. Iniciadas as férias de final de ano, Marisela pôde falar com seu pai que lhe comentou que havia comprado uma fazenda de gado em Puerto Lleras, Meta.
Ansiosa por sair do minúsculo espaço de intrigas, invejas, maus tratos e humilhações, pediu a seu pai que a levasse a essa fazenda para passar férias. As extensas planuras, o clima cálido, o ar puro, o gado, as paisagens e em geral a vida aberta como uma flor em primavera impressionaram Marisela, que rogou a seu pai que a deixasse ali até que terminassem as férias.
Como o pai não tinha nenhum interesse em cuidar de sua filha e lhe importava muito pouco qual fosse sua sorte, aceitou o pedido da jovem e ele voltou a Bogotá.
Uma semana depois de estar lá, Marisela descobriu a verdade. Seu pai comprou a fazenda para cultivar coca com a aparência de criar gado. A descoberta a desalentou mais, quando descobriu que o local era freqüentado por terroristas da Frente 43 das FARC para cobrar a quota de gramagem e, além disso, atuavam como co-administradores do negócio ilícito em que seu pai estava metido.
Até esse momento os conceitos que Marisela tinha a respeito das FARC e do narco-tráfico eram esses dois que a rádio e a televisão projetavam.
Chorou muito ao evidenciar que o único ser que ela tinha na vida, quer dizer, de quem dependia seu futuro, estivesse implicado em tratos com as organizações delitivas mais procuradas pelas autoridades. Ela intuía que nesse espaço sombrio do delito, seu pai poderia morrer ou ser capturado, e ela ficaria desamparada no mundo.
A aparência exterior de menina da cidade chamou a atenção dos terroristas que comentaram ao cabeça do grupo que na fazenda de Narváez havia uma jovem muito bonita, que falava inglês e queria conhecer um acampamento das FARC. O cabeça foi até a fazenda e entrevistou Marisela. Como o delinqüente foi a primeira pessoa que ouviu os problemas que afligiam Marisela, surgiu entre os dois uma espécie de simpatia compreensiva.
O experiente terrorista lhe referiu haver estudado alguns semestres de sociologia na Universidade Nacional, que também era bogotano, que provinha de uma família bem de vida e que evidenciara que o dinheiro não era tudo. Depois lhe propôs que entrasse na guerrilha, já que nesses dias seqüestraram dois norte-americanos na serra da Macarena e ela podia servir-lhes como intérprete.
A incauta jovenzinha lhe disse que não desejava ser guerrilheira, que simplesmente tinha curiosidade em conhecer um acampamento guerrilheiro por dentro para saber como se vivia lá, já que o conceito que ela tinha das FARC era o de pessoas que causavam muitos danos ao país.
O habilidoso cabeça a enganou ao dizer que aceitava levá-la à guarida para que conhecesse de perto como se vivia lá, mas quando chegaram ao local outros terroristas lhe disseram que ela não poderia voltar à sua casa assim sem mais nem menos, porque a partir desse momento já era considerada uma guerrilheira das FARC.
Nesse momento apareceu a amante do cabeça e disse a Marisela que se alistasse porque seria integrada a um curso político-militar para jovens de sua idade, que iniciaria em três dias, ao cabo dos quais chegaram 27 camponeses adolescentes como Marisela para compartilhar com ela os ensinamentos iniciais da guerra de guerrilhas.
Seu pai voltou a Puerto Lleras um mês mais tarde, com a finalidade de retornar a Bogotá com Marisela, porém, como os administradores da fazenda lhe comentaram que sua filha andava com a guerrilha, ele negou-se a pagar a quota de gramagem se não lhe devolvessem sua filha.
Os terroristas da Frente 43 das FARC o assassinaram e ocultaram a verdade a Marisela, até dois meses antes dela escapar da guerrilha, quando um deles que a cortejava lhe confessou a verdade, já que os delinqüentes a tinham convencido de que seu pai não havia voltado à região porque estava desgostoso, porque ela havia entrado para as FARC.
Durante os três primeiros meses de treinamento Marisela chorava muito. Deixou de comer, adoeceu de uma infecção intestinal e quase morre. Era muito duro para uma menina de sua idade, criada em meio às comodidades citadinas, amoldar-se à inóspita vida da selva.
Com cinismo, os terroristas repetiam que seu pai manifestava que se a visse era capaz de matá-la. Como não tinha outra alternativa, aceitou permanecer nas FARC para não conviver com sua madrinha em Bogotá.
Terminado o curso, Marisela foi enviada à Frente 27 dirigida por Pablo Catatumbo [2], que lhe pôs o olho desde quando chegou à sua guarida. A primeira noite Catatumbo foi à tenda de Marisela propor que dormisse com ele porque, segundo suas palavras, amancebar-se com o chefe da Frente lhe daria certo status entre os terroristas, além de alguns privilégio dos quais os demais não gozavam.
Catatumbo estava bêbado e falava incoerências. Assustada, Marisela o esbofeteou e gritou em busca de ajuda. Arnulfo, o relevante, convenceu Catatumbo para que passasse ao repouso. No dia seguinte Catatumbo reuniu todos os terroristas para comunicar-lhes que na noite anterior Marisela havia tentado matá-lo, e que ele mesmo a fuzilaria quando lhe fizessem o conselho de guerra, depois que voltasse do Secretariado de uma reunião com Tirofijo. Ordenou que a amarrassem e pariu para Casa Verde.
Era tal a fragilidade e a aparência inofensiva de Marisela que o segundo cabeça dispôs que a soltassem e quando Catatumbo voltou, o convenceu de que não a assassinasse. Nesses dias chegou à guarida a concubina de Catatumbo, uma médica graduada que trabalha como professora em uma Universidade em Bogotá.
A amante do chefe terrorista permaneceu um mês no lugar e tomou certo apreço a Marisela, que não se atreveu a contar-lhe que Catatumbo tentou violentá-la e queria fuzilá-la. Além disso, para evitar que os demais bandoleiros soubessem a verdade, Catatumbo coordenou no Secretariado a transferência de Arnulfo para uma das Frentes que delinqüem em Cundinamarca.
A visita da amante de Catatumbo à guarida coincidiu com a execução do plano de limpeza interna das FARC, ordenado por Jacobo e Tirofijo, denominado pelos cabeças comunistas com o mote de Plano Condor fariano. Essa foi a razão para a reunião que motivou a ausência intempestiva de Catatumbo, o depravado sexual.
Dos crimes ordenados por Pablo Catatumbo, o que mais impressionou Marisela foi o de um menino de 9 ou 10 anos de idade, fuzilado por intrigas de “Emilio cancharina”, um cabeça de esquadra rude, muito dado às piadas e às intrigas para ganhar a confiança de Catatumbo e do Mono Jojoy.
Uma tarde a esquadra de cancharina regressou à guarida, depois de recolher a economia [3]. Todos os terroristas haviam carregado pesados sacos, inclusive o menor de idade a quem também lhe colocaram cargas de duas arrobas cada ciclo. Estavam esgotados e queriam preparar um refresco para beber. Como o menino era o menor de todos, cancharina lhe ordenou:
- Vai, chino, e apanha a água no rego.
“Envie outra pessoa para cumprir a tarefa, porque estou muito cansado”. Ofuscado, o ignorante cabeça deu um tapa na cara do infante e depois lhe golpeou em várias partes do corpo com a parte plana de um facão.
Dolorido pelos golpes o menino lhe gritou:
- Velho filho da puta aproveitador, um dia desses eu vôo daqui e lhes trago o Exército para que peguem todos vocês.
Ferido em seu orgulho e arrogância, cancharina ordenou que o amarrassem e o levaram à tenda. Marisela presenciou o tremendo golpe e depois o forjado informe de cancharina a Catatumbo, dizendo que o menino lhe havia apontado com um fuzil para matá-lo, que tinha um irmão na Polícia e outros no DAS, portanto, tratava-se de um infiltrado pelo inimigo que a qualquer momento podia traí-los.
Catatumbo e sua amante estiveram de acordo que, ao assassinar esse menino, os demais infiltrados cairiam com rapidez, se sentaria um precedente e se informaria aos camaradas Manuel e Jacobo que o Plano Condor estava em plena execução, porque já estavam detectando e justiçando os infiltrados.
Em menos tempo do que Marisela esperava, os cabeças convocaram o conselho de guerra. As acusações do promotor contra o menino foram aterradoras. Até o acusaram de imaturidade revolucionária produzida pela alienação mental que o inimigo lhe causou.
No momento de fazer a exposição de sua defesa o infante implorou:
- Senhor Pablo, lhe peço que contem à minha mãe lá em Fuente de Oro e que me ponham uma cruz onde me enterrarem.
As desesperadas frases do indefeso menor de idade não comoveram Catatumbo, mas afetaram sim a Marisela, que temia que por não ter permitido que Catatumbo a violentasse, poderia se sentar no banco dos acusados, com o terrível agravante de que a versão do cabeça seria a válida e que a que dariam credibilidade para tomar as mortíferas decisões nos conselhos de guerra.
Devido a que Arnulfo era a única testemunha dos fatos e já não estava ali para declarar a seu favor, Marisela também votou contra sua vontade pelo fuzilamento do menino. A votação contra o traidor criminoso foi unânime, porque ninguém queria reconhecer méritos em quem “atentou contra a vida de um camarada comandante”.
Marisela também presenciou o assassinato de Rosalba Reyes, vulgo Carmen, uma camponesa do povo [4] nascida e criada em Fuente de Oro-Meta. Quando tinha 16 anos, Rosalba foi namorada de um agente de polícia, mas o fardado foi transferido para Barranquilla e ela jamais voltou a saber nada dele.
Completados os 17 anos, Rosalba ingressou nas FARC convidada por um primo que raspava folha de coca e a negociava em Puerto Toledo-Meta. A desditosa jovem carregava na mochila a foto de seu primeiro amor, e algumas cartas platônicas que lhe escrevia dizendo que por ele voltaria à vida civil, ou até informava onde se encontrava.
O Plano Condor continuava de pé. Uma manhã, Catatumbo ordenou a revisão das mochilas de todos os terroristas, com tanta má sorte para Carmen que cancharina encontrou a foto do agente de polícia e as cartas. A trama foi urdida de imediato.
Imputaram-lhe denúncias por delitos graves contra as FARC. Culparam-na de ser infiltrada, pertencer a uma rede de inteligência inimiga, de ser traidora, etc. Nessa mesma tarde Wilson, um terrorista natural de San José del Guaviare a fuzilou, do mesmo modo como crivou de balas o menino de 10 anos.
Outra situação aberrante foi a experimentada por Isabel, uma jovem terrorista órfã de pais que ingressou na Frente 27 das FARC em Vistahermosa-Meta. A jovem padecia de transtornos emocionais e psíquicos. Na guarida circulava um exemplar da revista Semana, na qual havia a foto de um agente de polícia.
Ingênua, Isabel recortou a fotografia e a guardou dentro de sua mochila porque, segundo ela, se parecia com seu pai. Leicer se deu conta de que a jovem carregava consigo a tal foto e a delatou a Catatumbo, que mandou procurar a mochila e a convocatória imediata de um conselho de guerra, para aplicar a justiça revolucionária aos traidores do movimento armado.
Desta vez a amante de Catatumbo interveio asseverando que Isabel não tinha os cinco sentidos em ordem, então, prorrogou-se o assassinato da inocente vítima, a quem se lhe tomou o armamento e lhe designaram funções de rancho e lavagem de roupas. Uma semana depois Wilson surpreendeu Chiqui, como chamavam Isabel, fornicando com outro terrorista que nesse momento se encontrava de guarda ou sentinela.
A acusação foi imediata contra os dois traidores que, segundo Catatumbo, estavam de acordo com o Exército para deixar os soldados passarem por esse setor para a guarida.
Em um acelerado conselho de guerra, ambos foram declarados culpados e fuzilados por Wilson “o carniceiro”. Além disso, Marisela observou que mediante este procedimento demencial, Pablo Catatumbo, também conhecido com os cognomes Aníbal ou Hernán, cumpriu ao pé da letra as instruções do Plano Condor, e ordenou o assassinato de aproximadamente 50 terroristas das Frentes 26, 27 e 43. Depois foi delegado pelo Secretariado das FARC em Caracas e Tlaxcala, para falar de paz e direitos humanos com delegados do governo nacional.
Quando Tirofijo resolveu suspender os assassinatos nas guaridas, porque haviam ultrapassado ao cometer excessivos crimes e violações contra os direitos humanos, Pablo Catatumbo e Martín Sombra [5] fizeram uma assembléia com os sobreviventes para esclarecer-lhes que nem todos os assassinados eram infiltrados, senão que entre eles havia lumpen, quer dizer, uma escória social que deviam eliminar, para o bem do movimento armado e sua projeção política na vida colombiana.
Por sua parte, Marcelino Trujillo Bustos, vulgo Martín Villa, um dos terroristas mais antigos das FARC e que também participou dos assassinatos, afirmou que assim impediram a sabotagem do inimigo e a infiltração de qualquer pessoa no movimento.
As justificativas do massacre foram tão descabidas quanto atrozes. Marisela pensou em suicidar-se, mas como mantinha a fé em Deus e para ela seguiam vigentes os conceitos religiosos que lhe inculcaram no colégio, suportou a tortura de permanecer nas FARC.
Entre os jovens sacrificados caíram alguns filhos de reconhecidos auxiliadores da guerrilha no Meta, a quem mentiram ao lhes dizer que seus filhos morreram em combates contra o Exército. Sem dúvida, a estruturação marxista-leninista do cartel das FARC os converte nos mestres da mentira e do engano.
Terminada a assembléia, Marisela falou com José Antonio Vargas, vulgo Esteban, cabeça da Frente 26, para que a levasse para lá, já que tinha medo que Catatumbo a assassinasse. Esteban intercedeu por Marisela e Catatumbo aceitou sua transferência.
Porém, antes de partir ela teve que esperar para assistir ao conselho de guerra e fuzilamento de Elkin, outro terrorista menor de idade que, por descuido com o material, perdeu as peças de um fuzil e foi acusado de fazê-lo de propósito, para que o inimigo os atacasse e os surpreendesse sem as armas suficientes para se defender. Para ler a história completa faça clic aqui (http://www.luisvillamarin.com/obras/conflicto-colombiano/1/31-la-selva-roja.html).

Notas da tradutora e do autor:
[1] Natural de Cali (G.S.)
[2] Em junho de 1992, a Revista Semana informou que entre os processos na Justiça norte-americana contra narco-traficantes há um contra Pablo Catatumbo, porta-voz das FARC em Tlaxcala, México, investigado pelo plantio de papoula e a produção de heroína por parte de uma Frente das FARC. Jairo Bárcenas diz que Catatumbo desertou das FARC, porém que Jacobo o localizou no México de onde o trouxe e lhe perdoou a falta.
[3] Remessa.
[4] Pessoa nascida em uma vereda, e que vive na área urbana do município ao qual pertence.
[5] Anos mais tarde carcereiro de militares, policiais e dirigentes políticos seqüestrados pelas FARC.

Tradução: Graça Salgueiro

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