terça-feira, 18 de novembro de 2014

Uma aula de civismo e de cidadania


Foi também a aclamação pública e popular do maior filósofo brasileiro, do escritor verdadeiramente influente, que fala do que é relevante, com coragem e honestidade intelectual.

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Foi uma aula de civismo e cidadania, quando mais de 30 mil pessoas tomaram a avenida Paulista, na 2ª manifestação pró-impeachment de Dilma Rousseff. Houve manifestações também em Brasília, Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras. O ato público de São Paulo começou às 14 horas em frente ao MASP, quando já se reuniam pessoas de todas as idades, muitos com as caras pintadas de verde e amarelo, com cartazes, faixas e bandeiras mostrando indignação e esperança “por um Brasil decente”, como dizia uma das placas.
As reivindicações da manifestação foram expressas no “Manifesto pela Democracia”, acordado no hangout com o cantor Lobão e o Prof. Olavo de Carvalho e publicado no “Mídia Sem Máscara”, também na versão impressa, lançada oficialmente no ato público.
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Edson Camargo, ao lado de Alex Pereira, anuncia o lançamento do Mídia Sem Máscara em versão impressa.
O editor Edson Camargo e o pessoal da Rádio VOX, Alex Pereira e Dante Mantovani distribuíram o jornal de cima do caminhão de som, enquanto as pessoas pediam mais, e passavam, de mão em mão, todos com avidez por lerem a histórica edição, naquele dia de novo ânimo e viva esperança de uma página nova na nossa história, em que enfim, tudo o que o Prof. Olavo de Carvalho, há anos veio denunciando sobre as relações do PT com as Farc e o Foro de São Paulo, do projeto de poder totalitário do Foro, de querer transformar a América Latina numa grande Cuba, etc, agora estava na boca do povo e nas ruas.
Paulo Eduardo Martins, Dante Mantovani, Hermes Rodrigues Nery e Alex Pereira.
Se eles querem reconquistar na América Latina o que perderam no Leste Europeu, a resposta deste 15 de novembro foi “não”. Eles não vão fazer do Brasil a grande Cuba que querem. Foi o que já havíamos expresso no Manifesto pela Democracia, ao dizer o que queremos: “investigações cabais e a punição dos envolvidos nos casos de corrupção na Petrobrás; auditoria das urnas eletrônicas, especialmente do envolvimento da empresa Smartmatic com o TSE; rechaçamos a interferência do Estado para censurar a mídia, em especial a internet; queremos o fim da propaganda ideológica marxista nas escolas; e exigimos, ainda, que o Congresso Nacional investigue a atuação do Foro de São Paulo no Brasil e a participação criminosa da grande mídia no acobertamento dessa megaconjuração continental que tem o claro objetivo de espalhar por toda parte ditaduras nos moldes de Cuba.”

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Esta foi a pauta de reivindicações estampadas nas inúmeras faixas e cartazes, espalhadas no mar de gente que tomou conta da avenida Paulista, na tarde daquele sábado: “Por um Brasil decente”, “Fora Dilma”, Fora PT”, “Dilma, desça do palanque de mentiras”, “Investigação, Apuração, Condenação, Cassação”, “Vamos salvar o Brasil dos Petralhas”, Investigação PeTrolão”, “Imprensa Controlada, Ditadura Instalada”, Fora, Foro de São Paulo”, “Lava Jato, Faxina Neles, Já!”, “Dilma valente, sacou o fuzil e assassinou o Brasil – Aos fora-da-lei, Lula e Dilma, Justiça! Abaixo a ditadura vermelha!”, “Whe want the whole, Workers Party, in Jail!!!”, “Dilma Sabia Petrobrás”, “Dilma sabia do Petrolão”, “Fraudes nas eleições, auditoria!”, “My flag is not red!”, “Não apoio ditaduras, o PT apoia! Fora Foro de São Paulo. E aí Folha? Somos cerca de mil?”, “Que o amor de Deus seja maior que o veneno da mentira, que nos divide e oprime. Somos todos irmãos!”, “Você sabe o que é o Foro de São Paulo? Pois deveria. É a implantação do comunismo no Brasil”, “Nossa bandeira jamais será vermelha”, “Olavo tem razão. Fora PT”, “Dilma $abia”, “Lula pai do mensalão, Dilma mãe do petrolão”, “Mais cidadania, menos Estado”, “Foro de SP é a ditadura comunista do PT”, “TSE/STF Aparelhados”, “Viva a liberdade e a democracia. Fora comunismo”.

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E muito mais se via nas faixas e cartazes:
“Oi Dilmão, que papelão, hein? No seu desgoverno, só dá ladrão... pô!”, “Não vamos deixar o PT acabar com o Brasil”, “Impeachment”, “Fora Foro”, PT = perda total”, “Xô inflação, Xô Petrolão, Xô Dilma, e leve o PT com você”, “Fora PT ladrão”, “Brasil verde e amarelo, sem foice nem martelo”, “Menos Marx, mais Mises”, “O maior inimigo do Brasil é o Foro de São Paulo”, “Ficou em casa? O PT agradece”, “Chega de corrupção”, “Mensalão, Petrolão, Dilma Ladra, Lula ladrão”, “Urnas corruptas! Não acreditamos mais em nenhum órgão deste governo, onde tem militantes petistas”, “Lula na Papuda”, “Fora Dilma, Fora PT, Fora Cuba”, “Foro de São Paulo é traição a Pátria”, “Brasil basta de Dilmentiras e Luladrões”, “PT – Partido autoritário com pretensões totalitárias”, “Petrolão mega corrupção”, “Não ao Foro de São Paulo”, “Controle da Mídia Não”, “Liberdade econômica”, “Em defesa das leis e do Estado de Direito”, “2018 não! Dilma tem que sair agora. Impeachment Já”, “Impeachment Já”, entre tantas outras.
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“Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil!”O “Fora Dilma” e o “Fora PT” também expresso no “Fora Foro” veio expressar não apenas a insatisfação, mas a disposição do povo em afirmar o “não” estrondoso a tudo isso. E se o povo gritava “Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro”, é por que, a voz do prof. Olavo não era mais a voz de um João Batista a clamar no deserto. Conseguira fazer-se ouvir pelo povo, que ergueu vários cartazes, com os dizeres: “Olavo tem razão!” Foi também a aclamação pública e popular do maior filósofo brasileiro, do escritor verdadeiramente influente, que fala do que é relevante, e com coragem e honestidade intelectual, numa linguagem que o povo entende, de modo direto, a verdade dita, doa a quem doer, dando nomes aos bois.  E o povo brasileiro foi às ruas bradar um não retumbante ao Foro de São Paulo, como explica Prof. Olavo de Carvalho, esta entidade que “se imiscui ativamente na política interna de várias nações-latino-americanas, tomando decisões e determinando o rumo dos acontecimentos, à margem de toda fiscalização de governos, parlamentos, justiça e opinião pública”. Agora, a denúncia feita primeiro por Graça Wagner, que pagou caro por isso, e depois levada adiante por Olavo de Carvalho, com determinação e amor à verdade, por anos a fio, hoje é proclamada  nas ruas, com o sentimento geral de desaprovação a este grande atentado à soberania nacional, à ingerência do Foro de São Paulo nos destino dos País, com a cumplicidade da imprensa, de setores da sociedade, até mesmo de parte da Igreja, num ultraje como nunca antes na história da Pátria brasileira.
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Durante todo o trajeto, do MASP, pela avenida Paulista, na descida da av. Brigadeiro Luiz Antônio e subida até a Sé, o que se viu foi um show de democracia, de civilidade, pessoas de bem resgatando a autoestima. Um dos rapazes do Movimento Brasil Livre exclamou: “Vê-se aqui uma aula de civismo e cidadania!” É certo que haverá muito trabalho e muita luta até as reivindicações do Manifesto pela Democracia serem alcançadas. Mas, quando chegamos à Catedral da Sé, e de cima do caminhão de som, experimentamos uma viva emoção ao ver a escadaria da catedral da Sé lotada, também com cartazes, dentre eles, destacando o desejo de todos “por um Brasil decente”. E então, Paulo Eduardo Martins fez um pronunciamento  vigoroso, com palavras precisas, substantivos e adjetivos adequados. Foi realmente um momento cívico inesquecível. Ainda enquanto falava, badalaram os sinos da Catedral anunciando as 18 horas. E logo em seguida todos encerraram com o Hino Nacional. Naquele instante, ficou vívida a expressão estampada no rosto dos manifestantes, da confiança e da confirmação do que diz o verso do nosso “Hino da Independência”: “Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil!”


Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida, um dos organizadores da 2ª manifestação pró-impeachment em São Paulo.
E-mail:  hrneryprovida@gmail.com

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