quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O “bolivarianismo” deixa claro: o PT ataca a soberania nacional e trai a Pátria

A nova “campanha do medo” bolivariana se baseia em dizer que “se Dilma não ganhar, a coisa vai ferrar… para Uruguai, Bolívia, Venezuela, Argentina e Cuba”. Pelo menos essa é a impressão que os discursos de militantes e tiranos bolivarianos nos passam.
O que significa trair a pátria? E mesmo violar a soberania nacional? E por que isso é tão grave para o povo que vive em seu país. Simplesmente espera-se que o governo de um país atue em prol de seu povo, e não para beneficiar outras nações em detrimento de seu povo. A lógica para isso é óbvia demais: quem paga impostos aqui no Brasil são os brasileiros (e os estrangeiros que se mudaram para cá), não os outros países. É por isso que quando o governo do PT envia dinheiro para Cuba, está violando a soberania nacional e colocando os interesses de uma ditadura sanguinária acima dos interesses de nosso povo. O pior de tudo é que essa violação de soberania, cuspindo no interesse do povo brasileiro, é feita em aliança com a escória da América Latina.
Olhem o nível: Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, China, Rússia, Cuba, Coréia do Norte. Onde estão as boas relações prioritárias com Nova Zelândia, México, Estados Unidos, Europa? Simplesmente na lata do lixo. Depois muitos não sabem por que o Brasil hoje está atrasado tanto em termos de política externa como em termos econômica.
Vamos a alguns exemplos. (E eu já havia trazido outro exemplo anteriormente aqui)

Observemos a notícia “Brigadas pró-Dilma se mobilizam na Argentina”, vista no Blog da Dilma (então eles não podem reclamar da fonte).
Lá é dito que os coletivos não-eleitos de Cristina Kirchner estão se mobilizando de forma desesperada para ajudar Dilma a se manter no poder.
Veja o que diz o militante kirchnerista Roberto Jacoby:
Acredito que seja importantíssimo que Dilma ganhe. Faz tempo que estamos realizando atividades para isto com nossa brigada de apoio, imprimimos cartazes, nos reunimos na esquina de San Telmo (que seria como uma Vila Madalena portenha) para falar com as pessoas, para que se conscientizem sobre como o êxito do PT vai repercutir nas eleições argentinas do ano que vem e da gravidade incalculável que uma derrota da Dilma teria.
Observe o termo “gravidade incalculável” que a derrota de Dilma teria para o governo de Cristina Kirchner. É essa mesma Kirchner na qual você pensou! Aquela cujo patrimônio cresceu 687% desde que chegou ao poder.
Jacoby usa de otimismo:
Sou otimista, acredito que, ao final, Dilma vai ganhar, se ela ganhar em 26 de outubro, dormirei muito contente… porque tenho consciência do que significa a vitória do PT para todos os nossos países… mas, lamentavelmente, aqui na Argentina, muita gente não olha para além de seus narizes, há uma visão de curto prazo, desinteressada pelo que acontece no Brasil.
Prestou atenção na expressão “o que significa para… nossos países”?
É claro que falamos de gente socialista que já vampirizou tanto a Argentina que o corpo está exangue. Os vampiros bolivarianos agora estão atrás do sangue brasileiro.
Para Jacoby, Bolívia ou Equador são bons na aliança, mas as maiores tetas estão no Brasil. Leia:
Mas, de toda forma, precisamos reconhecer que as vitórias na Bolívia ou no Equador, com o presidente Rafael Correa, são importantes, mas são países com muito menos peso do que o Brasil. O que vai acontecer em 26 de outubro é fundamental.
O militante Salas Oronô, diz:
Uma eventual derrota de Dilma Rousseff certamente deixaria sem continuidade a predisposição política manifesta que o Brasil teve nos últimos anos para estreitar seus vínculos com países vizinhos da região, incluindo a Argentina.
Que beleza, não? Enquanto nós deveríamos nos aliar com países mais civilizados (que crescem muito mais), os países mais atrasados e opressores de seu próprio povo acham que devem ser priorizados.
Os compreensíveis problemas e atritos – comerciais e de interesses – que podem surgir entre distintos países foram metabilizados, eu diria politicamente, de forma tal que as relação puderam ser construídas e instituições regionais comuns foram consolidadas, algo inédito na história latino-americana.
Melhor citar um exemplo de como funciona isso. O tirano Evo Morales manda roubar duas refinarias de petróleo da Petrobrás, localizadas na Bolívia. Em nome do interesse da Bolívia, não do Brasil, o governo petista deixa tudo por isso mesmo.
Realmente, é uma cara de pau inédita.
Mas veja o que poderia funcionar como o melhor marketing possível para Aécio Neves:
Uma vitória de Aécio Neves, tal como o próprio candidato explicitou, deixaria de lado esta orientação para se aproximar dos vínculos diplomáticos com os EUA ou com a União Europeia, cujos centros de poder têm sido mais o problema do que a solução para os países de nosso continente.
O que ele está nos dizendo? Que a vitória de Aécio Neves significa a derrota dos interesses de tiranos cujo projeto de poder é um só: saquear seus países, causando miséria ao seu povo, chegando até a racionar alimentos (voltando ao tempo do Plano Cruzado no Brasil, de 1986, o que o PT apoiou – por que não devemos ficar surpresos?), a partir de totalitarismos usando coletivos não-eleitos e projetos para censurar a mídia.
Mas mesmo com tudo isso, o saqueamento estatal tem limites. As vítimas dos vampiros bolivarianos (ou seja, países como Venezuela e Argentina) estão morrendo. Eles precisam de sangue.
Também é bom rever outra notícia mostrando como eles afrontam a soberania do Brasil ao falar de seus interesses. Leia este trecho da matéria do Brasil247, intitulada “Mujica: Porto de Águas Profundas depende da reeleição de Dilma”:
O porto de águas profundas, uma das maiores obras de infraestrutura que o governo do Uruguai planeja, depende das próximas eleições do Brasil, afirmou hoje (17) o presidente do Uruguai, José Mujica. “Tenho a palavra da presidente do Brasil de apoiá-lo, se não eu não teria entrado nessa dança”, afirmou Mujica, em entrevista exclusiva com a emissora Radio El Espectador.
Isso aqui já é traição a pátria. Eles falam em barganha, em usar o dinheiro nosso para obter benefício.
Depois de tirar o PT do poder, temos que fazê-los devolver cada centavo que tiraram do povo, para direcionar à esses tiranetes que fazem parte da escória global.
O povo desses países bolivarianos não tem culpa. Eles são pessoas como nós, que merecem ser respeitadas.
Já tiranetes como Mujica, que tem a cara de pau de falar que “se Dilma não for eleita, não vem a graninha da obra” não podem ser respeitados pois dão um tapa na cara de nossa população. É uma provocação sem limites!
Se Mujica tivesse o mínimo de orgulho, saberia o quanto é ridículo vir querer dinheiro dos outros para financiar suas mamatas. Por que não fazer a obra com recursos do Uruguai?
É aí que o Brasil se torna “estratégico para eles”. O Brasil virou uma verdadeira galinha dos ovos de ouro para os líderes mais pérfidos deste continente. E do mundo.
Quem se mistura com porcos, farelo come. A quantidade de motivos para tirar o PT do governo é infinita. Mas traição à pátria, com violação da soberania nacional, é um dos mais graves destes motivos.
Em uma declaração recente, Aécio Neves chegou bem perto desse tom, ao dizer que tirar o PT do poder é similar ao fim da ditadura militar.
Muito bom. Está quase lá. Eu já diria o seguinte: “Tirar o PT do poder é dar fim a um projeto de totalitarismo bolivariano, que em países como Venezuela e Argentina culminaram em destruição da economia, geração de desemprego e fuga do investimento. Quando o investimento some os empregos também. Tancredo ajudou a liderar o estabelecimento de uma democracia no Brasil. Aécio fará isso de novo, vencendo a ditadura petista e irritando muito países já ditatoriais como Venezuela e Argentina”.

http://lucianoayan.com/

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